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12 de fevereiro de 2014

Paraíba integra projeto que agiliza resultado do Teste do Pezinho



Um sistema que agiliza o processo entre a coleta da amostra e o diagnóstico pediátrico a partir do Teste do Pezinho está sendo aplicado como projeto-piloto na Paraíba. O objetivo é reduzir o tempo entre a coleta – realizada nos municípios – e a chegada da amostra ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen) que fica em João Pessoa, o que apressa o diagnóstico e o consequente tratamento.

A Paraíba é um dos Estados escolhidos pelo Ministério da Saúde para o projeto-piloto que começou em 13 de janeiro e será aplicado até 14 de março. A parceria também ocorre em Alagoas, Ceará, Pará, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul.

Para o projeto, o Lacen-PB recebeu 10 mil envelopes, que são enviados às Gerências Regionais de Saúde para distribuição com os municípios. As amostras de sangue são enviadas via Sedex ao laboratório. Quando o resultado aponta alguma anormalidade, o laboratório entra em contato com os responsáveis pela coleta para que o bebê receba logo o atendimento adequado.

De acordo com a diretora técnica do Lacen-PB, Gerlania Sarmento, destaca a velocidade do processo: “Antes os municípios demoravam até 20 dias para postar e enviar as amostras ao laboratório. Quanto mais precocemente for realizado o Teste do Pezinho e seu diagnóstico seja liberado cedo, mais rápido a criança poderá realizar um tratamento em caso de algum problema. Isso diminui as chances da criança ficar com alguma sequela”, explica.

Gerlania ressaltou que o Lacen está se preparando para implantar a 3ª fase do Teste do Pezinho, que é o Diagnóstico de Fibrose Cística. “Já realizamos as fases 1 e 2, que são a PKU – TSH e Hemoglobina, e estamos nos preparando para realizar a fase três”, disse.

Ela disse que os municípios que não receberam os envelopes devem procurar as Gerências de Saúde de suas regiões, ou o próprio Lacen.

Teste do Pezinho – O exame é realizado uma única vez, após 48 horas do nascimento do bebê e até o sétimo dia de vida. Na rede pública, o teste é feito em 163 postos de coleta instalados nas maternidades ou nas unidades básica de Saúde da Família. O exame é essencial para o desenvolvimento da saúde do bebê, pois detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor.