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17 de novembro de 2011

Paraíba integra pesquisa para traçar perfil do usuário de crack no Brasil



Na próxima semana, técnicos do Governo do Estado começam a aplicar,em João Pessoa, questionários destinados a traçar o perfil dos usuários de crack no município. Os trabalhos fazem parte de pesquisa realizada em nível nacional sob a coordenação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além da Capital paraibana, a pesquisa será feita em outras 25 capitais brasileiras, no Distrito Federal e em cidades de nove regiões metropolitanas do País.

Na Paraíba, além do Governo do Estado, técnicos da UFPB também estão envolvidos no projeto. O objetivo do grupo é entrevistar 400 usuários de drogas residentes em João Pessoa, com questionários que serão aplicados no Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Droga Jovem Cidadão (Caps-AD3). Em todo o país serão entrevistados 25 mil usuários, e a previsão é de que a pesquisa seja concluída no segundo semestre de 2012.

Em João Pessoa, os técnicos vão percorrer todos os locais que foram mapeados pela Fiocruz onde há usuários de drogas. As pessoas serão orientadas a comparecer ao Caps AD3 para serem entrevistadas. “Este é um projeto pioneiro no País, tanto pela sua abrangência quanto pela particularidade e rigor de sua metodologia”, comenta Marileide Pereira Martins Teixeira, diretora do Caps-AD3 Jovem Cidadão. Segundo ela, a produção de informações será fundamental para a elaboração de estratégias de enfrentamento aos agravos ocasionados pelo crescente uso de crack no País.

A pesquisa,em João Pessoa, será orientada pelo psiquiatra e professor Ricardo J. M. Lucena, e também por membros da equipe da Fiocruz. Os trabalhos serão supervisionados por Marileide Martins. Para a realização desse trabalho foram selecionados e capacitados alguns profissionais que ficarão responsáveis pela busca ativa e entrevistas dos usuários de crack na Grande João Pessoa. Os usuários também serão submetidos a testes rápidos de HIV, Hepatites B e C e Tuberculose.

Para decidir pela implementação do estudo de abrangência nacional sobre o problema do crack, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) levou em consideração a prevalência do uso da droga em diversos segmentos populacionais, inclusive em cidades de pequeno porte e em comunidades do meio rural. A complexidade da problemática associada ao uso de crack e o fato de pouco se conhecer sobre o crescente uso da droga em todo o País foram também determinantes para a execução do projeto.

Durante a pesquisa, dentre outros fatores, serão abordados e descritos o perfil sócio-demográfico de usuários de crack; os comportamentos sexuais e padrões de consumo de álcool e drogas ilícitas; a demanda por cuidados de saúde, e o engajamento de usuários de crack em programas/unidades de tratamento para o abuso de drogas.

Equipe da pesquisa na Paraíba – Na Paraíba, estão envolvidos na pesquisa os coordenadores Ricardo J. M. Lucena, Marileide Pereira Martins Teixeira e Bernardo Hollanda e os técnicos Benedito Carlos da Silva, Alessandra Gomes da Cruz, Camilla N. F. Ferreira, Renata da S. Lauria Martins, Tiago Jose Santos da Silva, Ana Maria Assunção Alves, Maria Elizabeth A. Andrade, Fabio Jose G. Batista, Janaina Soares de O. Bandeira, Simone Salviano Alves, Luiz Vieira Gomes Segundo e Yana Mendes, que integram a equipe multiprofissional de recrutadores e entrevistadores, e ainda Simone Assis e Carlos Linhares, que são responsáveis pelo componente qualitativo da pesquisa.