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7 de janeiro de 2015

Paraíba incentiva o parto normal humanizado



A redução de cesarianas e, consequentemente, o aumento de partos normais são ações que já vêm sendo incentivadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, com a execução da Rede Cegonha. No último dia 6, o Governo Federal anunciou uma série de medidas de incentivo ao parto normal.

Uma das ações de humanização do parto na Paraíba é que as gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ganharam o direito de escolher, entre amigos e parentes, alguém de sua confiança para estar presente na sala de parto e também no pós-parto. “A presença de um acompanhante pode ajudar na redução do número de cesarianas. De acordo com 14 estudos científicos, nacionais e internacionais, realizados em mais de cinco mil mulheres, as gestantes que contaram com a presença de acompanhantes se sentiram mais seguras e confiantes durante o parto”, disse a coordenadora da Saúde da Mulher da SES, Fátima Moraes.

Ainda entre as outras ações de humanização do parto já implantadas nas maternidades públicas estão a analgesia que reduz as dores intensas; exercícios acompanhados por fisioterapeutas e as reformas nas maternidades públicas do estado, com aquisição de novos equipamentos.

Além disso, a partir deste ano, serão construídos seis Centros de Parto Normal (CPN), sendo quatro estaduais: dois em João Pessoa, nas Maternidades Frei Damião e Edson Ramalho; um na Maternidade Peregrino de Carvalho, em Patos; e um no Hospital Regional de Cajazeiras; e dois municipais: um na Maternidade Cândida Vargas, na capital, e outro no ISEA, em Campina Grande.

O ambiente nesses locais proporcionará bem estar às pacientes, com paredes coloridas e músicas relaxantes. Os quartos terão espaço suficiente para que a mulher se movimente à vontade, com camas adequadas buscando posições que aliviem a dor e banheiros com banhos quentes e relaxantes, o que diminui a espera. De acordo com o projeto, em alguns centros terá até banheiras de ofurô.

Ainda serão construídas as Casas de gestante, bebê e puérpera nas Maternidades Frei Damião e Cândida Vargas, na capital; ISEA, em Campina Grande; e em Patos. Cada uma terá 20 leitos e o objetivo é de dar suporte para as mulheres com gravidez de alto risco que não necessitam ficar internadas; para as mães que tem bebês nas UTIs e para recém-nascidos com doenças que precisam de acompanhamento sem a necessidade de internamento. Já existem duas casas semelhantes nos Hospitais Edson Ramalho e Cajazeiras que serão ampliadas, de 10 para 20 leitos e de dois para 20, respectivamente. Ainda estão previstas para 2015 as reformas nas Maternidades de Santa Luzia e no Hospital Edson Ramalho

Em parceria com o Ministério da Saúde, a SES ainda promove qualificação de profissionais para incentivar o parto normal nas maternidades do SUS, para conscientizar quanto à necessidade de mudar práticas e humanizar os partos.

De acordo com Fátima Moraes, através da Rede Cegonha, ainda é realizado repasse de incentivos financeiros a municípios e maternidades que ofereçam atenção ao pré-natal, ao parto e nascimento e possíveis complicações obstétricas. “Todas estas ações são extremamente importantes, mas incentivo ao aleitamento materno deve começar no pré-natal, quando deve haver toda orientação para as vantagens do parto normal e desmistificar essa cultura de que o parto normal funciona como castigo e mostrar os mecanismos que o SUS dispõe para um parto humanizado. O parto deve ser um momento de muita alegria e não de sofrimento”, concluiu Fátima.

De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), em 2014 foram realizados em todo estado 21.262 partos normais e 29.009 cesáreos.