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17 de fevereiro de 2014

Paraíba é segundo estado do Nordeste a implantar programa de prevenção às drogas



A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação Estadual de Saúde Mental, está promovendo, nesta segunda e terça-feira (17 e 18), no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), em João Pessoa, uma formação para professores, diretores e coordenadores pedagógicos; gestores locais de saúde e educação; profissionais de saúde e multiplicadores dos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), sobre prevenção das drogas, dentro do programa do Ministério da Saúde, “tamojunto”.

De origem europeia, o programa foi lançado no ano passado em São Paulo, no município de São Bernardo do Campo; e Florianópolis. Para 2014, além destas cidades, estão participando Tubarão, Curitiba, João Pessoa, Fortaleza, Rio de Janeiro e localidades do Distrito Federal. 

A formação está sendo feita pela consultora e multiplicadora nacional do programa, Sthefânia Carvalho. Ela explicou que, embora o programa tenha como definição a prevenção ao uso do álcool, tabaco, crack e outras drogas entre adolescentes, tem uma metodologia completamente diferente de outros programas de combate às drogas, que abordam o tema de forma que, muitas vezes, chama a atenção do jovem mais para experimentar do que para se afastar. “Uma abordagem de combate e ataque não funciona. A ideia do ‘tamojunto’ é mexer com o adolescente de 11 a 14 anos, por meio de encenações, brincadeiras, jogos, oficinas com os pais e outras atividades. Ele também desenvolve a autonomia do jovem, por meio de tomada de decisões, ou seja, o aluno será o protagonista na sala de aula e não o professor”, explicou.

Sthefânia fez um alerta aos educadores que receberão todo material a ser trabalhado com os jovens, do MS. “É importante que o professor queira e esteja disposto a esta metodologia porque a proposta é de muito diálogo e de uma postura de educador que não é a de costume e também necessita de uma disposição emocional, já que o professor provocará discussões e reflexões”, falou.

Shirlene Queiroz de Lima, coordenadora estadual de Saúde Mental, da SES, disse que ainda no mês de março serão realizadas as intervenções em 16 escolas de João Pessoa: oito estaduais e oito municipais. “Depois será feita uma análise. Se o programa estiver funcionando de forma positiva, será estendido para outras escolas”, adiantou.

Para a dentista da Unidade de Saúde da Família do Cidade Verde, Ana Karina Moraes, o programa é importante também para estreitar o vínculo entre os profissionais da saúde e da educação, já que a proposta é que o trabalho seja feito em conjunto.

Já a professora de História da Escola Estadual Almirante Tamandaré, Laurita Dias, elegeu como os mais importantes do “tamojunto” o respeito e a autonomia. “O mais interessante é que o “tamojunto” vai levar pra dentro da escola assuntos que tratam do sujeito, da educação para autonomia. Tem que ter escuta diferenciada e o bom acolhimento do estudante, fortalecendo o vínculo do educador, aluno e escola”, concluiu.