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Paraíba é reconhecida pelo Mapa como área livre de três pragas de citros

sexta-feira, 16 de março de 2012 - 11:04 - Fotos:  Antonio David/Secom-PB

A Paraíba é uma área livre  de três das principais pragas quarentenárias da cultura de citros: pinta preta, cancro cítrico e greening. O reconhecimento oficial veio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), em comunicado feito à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap), por meio de ofício.

O reconhecimento é oportuno para um Estado que se destaca pela produção de frutas cítricas. Segundo dados da Defesa Vegetal, o plantio de citros acontece em 928 propriedades rurais paraibanas, totalizando uma área de 1.983,6 hectares. O município de Matinhas, localizado na microrregião do Brejo, é o maior produtor no Estado de laranja e tangerinas.

De acordo com o secretário da Sedap, Marenilson Batista, a certificação como área livre de doenças quarentenárias foi possível devido ao rigoroso trabalho da Sedap, por meio da Defesa Agropecuária Vegetal, atendendo as normativas do Ministério da Agricultura. “Viabilizamos recursos para a adequação de ambientes produtivos, assim como fizemos o monitoramento sistemático de pragas e a fiscalização de trânsito, de materiais propagativos e de frutos”, disse.

Com o reconhecimento de área livre de doenças, segundo o secretário da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo, a produção orgânica no Estado será reforçada. “Os produtores estão sendo capacitados no controle de agrotóxicos e de pragas”, adiantou.

O controle de doenças quarentenárias da Paraíba se deu a partir de estudos realizados pela Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), na descoberta de formas naturais de controle.

Defesa fitossanitária – Para o gerente executivo da Defesa Agropecuária, Rubens Tadeu Nóbrega, com o reconhecimento e a manutenção da condição fotossanitária das pragas do citros pelo Mapa, a Paraíba poderá comercializar frutas e mudas com outros estados, pois o documento atestará a sanidade desses produtos.

De acordo com ele, para obter a classificação do ministério, a Defesa Agropecuária atualizou o cadastro das propriedades produtoras de citros com georeferenciamento e realiza inspeção constante em pomares comerciais, para verificar a ocorrência de pragas. Também mapeia rotas de trânsito de citros no Estado e monitora áreas plantadas, variedades cultivadas, origem do porta-enxerto, origem das borbulhas, produção de mudas e destino da produção.

Além da fiscalização, a Defesa desenvolve ações de educação sanitária entre pequenos produtores paraibanos, alertando-os quanto à importância de estar em dia com a documentação fitossanitária de origem (CFO). Reforça, ainda, a vigilância em barreiras sanitárias fixas e móveis, principalmente nas divisas do Estado. “Os resultados alcançados demonstram os avanços da defesa na área vegetal, reconhecidos pelo Ministério da Agricultura”,  disse Marenilson.

A Defesa Agropecuária segue as normativas do Mapa e tem intensificado o monitoramento e as notificações nas áreas de focos, fiscalizações do trânsito de materiais cítricos, capacitação de agentes pragueiros e produtores rurais.

Praga quarentenária – Conforme a Agência de Informação da Embrapa (http://migre.me/8j31A), a praga quarentenária é todo organismo de natureza animal e/ou vegetal que, estando presente em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta.

Tais organismos são geralmente exóticos para esse país ou região e podem ser transportados de um local para outro, auxiliados pelo homem e seus meios de transporte, por meio do trânsito de plantas, animais ou frutos e sementes infestadas.