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22 de outubro de 2011

Paraíba bate novo recorde de apreensão de drogas, com aumento de 800%



A Paraíba registrou um novo recorde de apreensões de drogas em 2011. De acordo com o Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba, no mês de setembro foram apreendidos quase 90 quilos de entorpecentes (88.010,11g). O aumento foi de mais de 800% em relação a setembro de 2010, quando as apreensões totalizaram pouco mais de nove quilos (9.704,17g).

Merecem destaque as apreensões de cocaína (crack e pó). Em todo o Estado, os laboratórios do IPC contabilizaram mais de 25 quilos do entorpecente (25.918,03g). O aumento foi quase 20 vezes maior que em setembro de 2010, quando foi apreendido pouco mais de um quilo da droga (1.320,79g).  Também chama atenção a quantidade de maconha apreendida no mês (62. 093,14 g), quase oito vezes maior que no mesmo mês do ano anterior (8.383,38 g).

No acumulado do ano, os números também demonstram a intensa repressão ao tráfico de drogas na Paraíba. De janeiro a setembro de 2011, foram apreendidos mais de 311 quilos de entorpecentes, contra pouco mais de 148 quilos, no mesmo período de 2010 – a quantidade de cocaína apreendida (108.634,57 g), por exemplo, foi quatro vezes maior (23.850,43 g).

Os entorpecentes que chegam para a análise no IPC são encaminhados pelas delegacias de todo o Estado a partir das apreensões feitas pelas polícias Civil e Militar e pelos Bombeiros. Os valores são contabilizados após a confirmação dos exames laboratoriais.

Repressão ao tráfico na Capital – A maior parte das apreensões de drogas se concentra na Capital e região metropolitana. A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) de João Pessoa é uma das principais responsáveis pelos resultados.  De janeiro a setembro de 2011, só a Especializada apreendeu mais de 33 quilos de cocaína e mais de 28 quilos de maconha. A quantidade é quase oito vezes maior que o total apreendido durante todo o ano de 2010, quando foram tirados de circulação pouco mais de 8 quilos de entorpecentes.

Também aumentaram o número de armas recolhidas e de traficantes presos. Foram instaurados 120 inquéritos policiais, que resultaram no indiciamento e prisão de 150 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Em 2011, até setembro, a delegacia apreendeu 40 armas dos mais diferentes calibres, contra 17 armas de fogo em 2010.

Reforço nas equipes – A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds) ampliou o número de equipes da DRE, que passou a contar com 21 policiais, entre delegados, agentes de investigação e escrivães, passando a funcionar durante 24 horas. Antes, a delegacia possuía um efetivo de apenas cinco policiais, para atender a toda a região metropolitana.

Em relação às apreensões de maconha, a maior quantidade apreendida veio do Laboratório de Patos, que atende mais de 80 cidades da região O laboratório recebeu, de janeiro a setembro, mais de 138 quilos do entorpecente (138.973,89 g).

Entre as ações que contribuíram para o aumento das apreensões está a “Operação Pedra Bonita”, realizada pela Polícia Civil de Itaporanga, no mês de agosto. Ao longo do ano, a Polícia Militar também localizou grandes plantações de maconha nas cidades de Prata e Ouro Velho, entre outras operações de rotina.

De acordo com o secretário Cláudio Lima, o combate ao tráfico de drogas continuará sendo um dos principais focos de atuação da polícia paraibana. “Combatendo o tráfico de drogas, também estamos contribuindo para a redução dos crimes violentos letais intencionais. Nossas polícias estão trabalhando muito e mostrando os resultados que a sociedade espera e merece”, avaliou.

A expectativa da Secretaria é que os recordes sejam superados a cada mês. Recentemente, uma importante operação contribuiu para o aumento das apreensões. Na última quarta-feira (19), a Polícia Civil de Campina Grande apreendeu 50 quilos de maconha e cerca de 500 pedras de crack. Foi a maior apreensão feita pela Polícia Civil da cidade nos últimos cinco anos. A operação resultou de denúncias recebidas pelo 197.

Disk Denúncia 197 – Em João Pessoa, cerca de 40% dos inquéritos instaurados contra traficantes resultam de denúncias da população pelo número 197. Todas as denúncias anônimas são checadas, e, havendo fundamento, resultam em prisão.

O serviço funciona das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira, e, aos sábados, durante 24 horas. A ligação para o 197 é gratuita e pode ser feita de celular ou telefone convencional, de qualquer lugar do Estado. O denunciante não precisa se identificar. “É importante que a população esteja ciente de que, ao fazer a denúncia, está contribuindo com o trabalho da polícia e com a segurança de todos”, destacou o delegado Aldroville Grise, que integra o corpo de delegados da DRE.

Rota do tráfico – A maior parte da droga que chega à Paraíba vem das fronteiras do Brasil com a Bolívia e a Colômbia, e passa por rotas que incluem os estados de Mato Grosso, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte. De acordo com o delegado titular da Especializada, Allan Terruel, a maioria dos traficantes é formada por ex-presidiários, sendo cada vez mais recorrente o envolvimento de mulheres e outros integrantes da família no tráfico de drogas.