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Palestra discute povo Potiguara da Paraíba nesta quinta-feira

quarta-feira, 26 de junho de 2013 - 09:47 - Fotos:  Roberto Guedes/Secom-PB

O índio potiguara foi perseguido, praticamente transferiu todas as tribos para o litoral do Rio Grande do Norte, mas voltou às origens e passou à história como um povo guerreiro. As vivências de ontem e de hoje voltam à discussão, nesta quinta-feira (27), na palestra que o professor e pesquisador da UFPB, Lusival Barcellos, realiza, a partir das 15h, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). O evento faz parte do “Fórum de Ciência e Cultura do Iphaep” e integra uma série que, até julho, vai discutir o binômio etnicidade e memória, com destaque para três grupos étnicos: os ciganos, os potiguara e os quilombolas. A entrada é franca.

O palestrante desta quinta-feira, Lusival Barcellos, escreveu o livro “Práticas educativas-religiosas dos Potiguara da Paraíba”, que tem fotos de Juan Soler Cózar. Os autores empreenderam uma viagem pela história, destacando ações do cotidiano, da crença religiosa, do tupi, do toré e da cultura. Segundo avalia o antropólogo do Museu Nacional e pesquisador do CNPq, João Pacheco de Oliveira, a obra traz “belos registros de uma natureza paradisíaca, de muitas cores e infinitas luzes e tonalidades, de um meio ambiente rico e esplendoroso. Também de um povo moreno, operoso e trabalhador, mas igualmente alegre e festivo. São rostos de uma grande força e dignidade”.

E é exatamente esse material que vai nortear a palestra de Lusival Barcellos. Ele é professor adjunto da UFPB do campus IV (Mamanguape/Rio Tinto). Doutor em Educação, e faz parte do Programa de Pós-graduação em Ciênciasdas Religiões (PPGCR/UFPB), liderando o Grupo de Pesquisa Indígena Kuaba Atagbá.

Já publicou, como coautor, dois trabalhos sobre os povos indígenas paraibanos: “Memória Tabajara: Manifestação de Fé e Identidade Étnica” e “Práticas educativas-religiosas dos Potiguara da Paraíba.

Uma das mais antigas do Brasil, a tribo potiguara pertence à Nação Tupi. Na então Parahyba, habitava a serra de Copoaba e, principalmente, o curso do rio Mamanguape. Entre as práticas religiosas dos potiguara, chama atenção a resistência do toré, uma dança circular, onde eles entoam canções que remontam aos ancestrais. Contudo, o povo indígena também absorveu elementos da prática católica portuguesa, reverenciando a fé em Nossa Senhora dos Prazeres.

Um exemplo dessa devoção é a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres. A edificação fica localizada em Monte-Mor, Vila Regina, na cidade de Rio Tinto.