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Pacto pelo Desenvolvimento Social discute saúde com prefeitos

terça-feira, 14 de junho de 2011 - 16:10 - Fotos:  Walter Rafael/Secom-PB

Secretário de Saúde discute diretrizes para o setor. Foto: Walter Rafael/Secom-PB

Prefeitos de vários municípios paraibanos estão reunidos até o final da tarde desta terça-feira (14) com o secretário de Saúde, Waldson Dias de Sousa, e técnicos da pasta para discutirem sobre as diretrizes para o setor estabelecidas no Pacto pelo Desenvolvimento Social do Governo do Estado. A reunião está ocorrendo no Teatro Paulo Pontes.

O secretário de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal, Manoel Ludgério, lembrou que o Governo destinou R$ 50 milhões para o Pacto, sendo R$ 15 milhões para ações em saúde e R$ 35 milhões em educação. Para terem acesso ao benefício, os municípios além do cadastro que deve ser feito através do site http://www.pacto.pb.gov.br, têm que apresentar o Plano de Trabalho até o dia 30 deste mês.

O secretário Waldson de Sousa explicou que o ideal é que os municípios apresentem projetos que contemplem as regiões. “O importante é que os prefeitos tenham a consciência que estamos investindo em serviços estratégicos de saúde para o benefício das regiões. Não podemos continuar com a lógica da concorrência que existe há anos. A melhoria que será feita em determinado município tem que ser pensada para beneficiar toda a população circunvizinha”, frisou o secretário.

O exemplo de superlotação foi citado pela secretária de saúde de João Pessoa, Roseana Meira, que falou sobre a questão do serviço de obstetrícia. “A maternidade Cândida Vargas registrou recentemente 2.500 partos/mês quando a média é de 800. Isso é ruim para as mulheres que são transportadas dos municípios até João Pessoa em veículos muitas vezes desapropriados e terminam colocando em risco a vida delas e dos bebês”, alerta Roseana.

Projetos prontos – Entre os municípios que participaram do evento, Monteiro, que fica no Cariri, foi um dos que garantiu ter projeto pronto. “Estamos com um projeto de ampliação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para aquisição de novos equipamentos que custam cerca de R$ 300 mil e vão beneficiar uma população de 60 mil habitantes distribuídos em sete municípios”, explicou a secretária, Adalgisa Maria Gadelha.

O município de Barra de Santana, que fica próximo de Campina Grande, vai apresentar ampliação do Hospital Municipal Santana, que hoje dispõe de 11 leitos. “Atualmente já conseguimos atender os casos de urgência, mas a nossa intenção é ficar com 20 leitos e além de atender as urgências, também realizar partos. Hoje, os serviços de obstetrícia são feitos em Campina Grande”, revela a secretária Eudézia Damaceno.

Quem também pretende desafogar Campina Grande é a cidade de Matinhas com um projeto para a Unidade Mista de Saúde. “Vamos ter 10 leitos funcionando na Unidade Mista, sendo dois para crianças. Isso vai dar resolutividade aos caos que aparecem aqui, evitando assim que a população seja transferida para Campina Grande”, disse a secretária, Débora Charmene.

O evento contou com a participação também os representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-PB), Ricardo Pereira, e da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes.

Rede Materno-infantil – Durante as reuniões do Orçamento Democrático, o Governo tem anunciado a implantação de uma rede materno-infantil para desafogar esses serviços hospitalares em João Pessoa e Campina Grande.

No último evento, em Princesa Isabel, o governador Ricardo Coutinho lembrou mais uma vez o esforço que o Governo está tendo para melhorar essa área: “Estamos estruturando uma unidade materno-infantil que será referência para Juru e Água Branca e ai nós vamos palmilhando a região. Vamos fazer com que o nosso Hospital de Princesa seja referência regional para que possa receber os casos de toda a região”.

No Espaço Cultural, o secretário da saúde ressaltou a importância da Rede Materno-Infantil, que está sendo implantada no Estado. Ele disse que até o final deste ano, o Governo do Estado vai ampliar de 40 para 120 o número de leitos da maternidade Peregrino Filho, em Patos, sendo 10 para a UTI neonatal e UTI materna, deixando a unidade como referência para a região no serviço de alta e média complexidade em obstetrícia. No Hospital Regional de Cajazeiras já é uma realidade a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal com quatro leitos e a meta é implantar também a UTI ainda este ano.

Ainda no Sertão, o secretário acrescentou que em Sousa a ideia é viabilizar o serviço de maternidade municipal. “Estamos tentando transferir o serviço de obstetrícia do Hospital Regional de Sousa para o hospital municipal, oferecendo também atendimento de alta e média complexidades. Os municípios de Itapororoca, Itabaiana e Guarabira que estão praticamente parados para serviços de obstetrícia devem começar a funcionar a todo vapor também até o final deste ano”, previu.