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Orquestra Sinfônica Jovem realiza um dos grandes momentos do Fenart 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010 - 10:51 - Fotos: 
Foi com emoção e beleza que a Orquestra Sinfônica Jovem, sob a
regência do seu maestro titular Luiz Carlos Durier, fez um dos grandes momentos do Fenart 2010. Com um concerto de mais de uma hora, testemunhado por aproximadamente 8 mil pessoas (contando o fluxo de pessoas desde as 08h30, estima-se que 15 mil pessoas passaram pelo Fenart nesta quinta-feira), a Sinfônica Jovem mostrou obras de Arturo Marques (“Danzon n. 2”) Paulo Vanzolini (“Ronda”, com arranjo de Tom K) e Caetano Veloso (“Sampa” e “Alegria, alegria”, ambas arranjadas por Rogério Duprat).

A diversidade de estilo, no entanto, desaguou em um único nome: Sivuca. O grande homenageado da 13ª edição do Festival Nacional de Arte foi celebrado no palco da Sinfônica Jovem na noite desta quinta-feira com convidados que têm muita história com Sivuca para contar.

O primeiro desses convidados foi a compositora e letrista Glória Gadelha, companheira de Sivuca por 34 anos até sua morte, em dezembro de 2006. Glorinha, como é carinhosamente conhecida, subiu ao palco para cantar “A vida é uma festa” e “Amoroso coração” – a primeira parceria dela com Moraes Moreira, a segunda, só dela, presente no DVD “O Poeta do Som”, gravado em 2006.

Alternando números sinfônicos com os convidados, a OSPB mostrou exuberância revisitando o repertório do saudoso Severino de Oliveira. Depois de Glorinha, foi a vez do cearense Waldonys coroar músicas como “Quando me lembro” e o “Concerto sinfônico para Asa Branca”.

O paulista Toninho Ferragutti subiu ao palco em um dos momentos mais belos da noite. Tocou a belíssima “Aquariana”, seguido por “Rapsódia Gonzagueana”.

Dominguinhos, enfim, subiu ao palco e começou a dedilhar “João e Maria”. A plateia ovacionou imediatamente sobre os acordes da valsa composta por Sivuca e Chico Buarque e foi possível perceber que a plateia se emocionou. Na sequência, Dominguinhos puxou “Homenagem a Velha Guarda”, outro número do repertório de Sivuca, que assim como “João e Maria”, ganhou novo arranjo do maestro Rogério Borges.

Ao som do hino paraibano “Meu sublime torrão”, o concerto chegou ao fim. Ou quase. A surpresa da noite ficou por conta da volta de Waldonys, Ferragutti e Dominguinhos, que voltaram ao palco para, juntos, alinharem um pout-pourri de obras-primas nordestinas, emendando-o com “Eu só quero um xodó”, de Dominguinhos, com Glorinha Gadelha e até o maestro Durier nos vocais, encerrando o ponto alto das homenagens à Sivuca até agora.

Logo após o concerto, artistas paraibanos se revezaram no palco 2, entre eles Glorinha Gadelha, que subiu ao palco para mostrar seu trabalho autoral. Antes de Glorinha teve o show do grupo Nossa Voz e depois Clã Brasil. Diana Miranda encerrou a noite.

Cia. Armazém recebe aplausos de pé do teatro Paulo Pontes

O público se encantou. Lotado, o Teatro Paulo Pontes aplaudiu de pé "A Inveja dos Anjos", da Armazém Cia. de Teatro. O espetáculo levanta questões sobre a importância do passado que se faz presente através de retornos, da chegada de surpresas. No palco, personagens em conflito constante, sempre com certo humor, com a acidez que claramente provém de um grande desencanto.

Com 120 minutos de duração, "A Inveja dos Anjos" trouxe a João Pessoa o vigor da dramaturgia deste consagrado grupo carioca. Com atuações impecáveis, a Cia Armazém retornou ao Fenart num espetáculo com cuidado estético primoroso: figurinos de Rita Murtinho e cenografia da dupla Carla Berri e Paulo de Moraes, diretor do espetáculo. Ao fim, fica a afirmação: "quando tudo passa, alguém precisa ficar para contar a história".

Grupo de dança da Funesc apresentou espetáculo inédito
 
Às 20h, no palco 2 do Espaço Cultural, o coreógrafo e bailarino de Campina Grande, Admilson Julião apresentou seu solo de dança contemporânea intitulado “Fragmentos de Mim”. Meia-hora depois, o grupo de dança contemporânea da Funesc tomou conta do palco com o espetáculo “Foco”.

O grupo Dança Livre é dirigido por Zett Farias e a coreografia é da bailarina Lílian Farias, que também se apresentou neste novo espetáculo. A coreografia “Foco”, com cerca de 30 minutos, é inédita e foi cuidadosamente trabalhada para estrear no Fenart deste ano.
 

No cinema, foram exibidos o curta “O Plano do Cachorro”, seguido pelo premiado “Estrada Para Ythaca” e o professor e historiador José Octávio de Arruda Melo lançou “O (P)MDB na Paraíba” em evento concorrido.

Teatro, blues e cultura popular

A noite começou agitada no 13º Fenart essa quinta-feira. Às 18h começou a palestra Dimensão Estética, no Auditório 3, com Paulo Sérgio Duarte e Eduardo Jesus. Nesse mesmo horário teve início no Auditório José da Luz, a apresentação do espetáculo teatral do Projeto Ensaio: "Confissões de uma LDA", com direção de Patrícia Carvalho.

Também às 18h começou a noite instrumental do blues, no Cine Banguê, com o cantor paraibano Guto Santana e seu grupo Guto Jazz. Logo em seguida quem subiu ao palco foi o guitarrista baiano Álvaro Assmar.

Das 18h às 19h aconteceu na Praça do Povo o recital Alvorecer Nordestino, com o poeta Rodrigo Mateus. O objetivo da apresentação foi difundir a cultura popular de uma forma agradável e divertida.

Assessoria de Imprensa da Funesc