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Orquestra Sinfônica Jovem apresenta repertório especial no mês das crianças

terça-feira, 2 de outubro de 2012 - 17:30 - Fotos:  João Francisco/Secom-PB

A Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba realiza o sexto concerto oficial da temporada 2012.  A apresentação acontece, nesta quinta-feira (4), e como o mês é dedicado às crianças, a Sinfônica faz apresentação dedicada aos pequenos. O concerto será às 20h, no Cine Banguê da Fundação Espaço Cultural da Paraíba.  De acordo com o maestro Luiz Carlos Durier, serão apresentadas três obras inéditas para os paraibanos. Entre elas, uma terá solo do violoncelista principal da Jovem, Rômulo Freire Pessôa.

O espetáculo inicia com a “Abertura Hänsel e Gretel”, de Engelbert Humperdinck, que compôs a ópera baseado no conto infantil dos irmãos Grimm. A obra é delicada e tem grande influência da música folclórica alemã.

O concerto segue com a execução de “A Rapsódia Húngara para violoncelo e orquestra, Op. 68”, do compositor tcheco David Popper. A peça é geralmente composta a partir de trechos, temas ou processos de composição das canções tradicionais ou populares de uma região, ou ainda, de um país de forma bem livre e confere ao executante um grau de virtuosidade musical e técnica bastante desafiadora. Nesta música, o violoncelista Rômulo Freire Pessôa fará participação especial tocando o solo do instrumento.

Em seguida, será apresentada a “Suíte Arapuá-Tupana”, de Ernest Mahle. A obra é baseada na lenda dos índios Tembé, do estado do Pará, que conta como os animais perderam o dom de falar. A suíte programática caracteriza os bichos por temas relacionados com os instrumentos musicais (ou grupos) da orquestra. A história, os temas e a representatividade dos animais serão uma surpresa para o público.  Através da narração do ator Leonardo Tavares, a Orquestra Jovem vai mostrar que literatura e música fundem-se maravilhosamente.

O encerramento do espetáculo traz uma obra bem conhecida entre a criançada de diferentes gerações, o tema do filme A Pantera Cor de Rosa, composta por Henry Mancini. Essa música emblemática ficou na memória de mundo inteiro, pois apresenta uma gama de caracteres, tais como: humor, sensualidade, ingenuidade e tantos outros que refletem a personagem título.

Rômulo Freire Pessôa – Nascido em João Pessoa, Paraíba em 1994, Romulo Freire Pessôa iniciou seus estudos de música na Escola de Música Anthenor Navarro. Em 2003, começou a estudar violoncelo com o professor Francieudo Torres e em 2005 ingressou Na Orquestra Infantil da Paraíba sob a regência de Norma Romano. Neste período se apresentou em diversos eventos nas cidades de João Pessoa, Areia, Bananeiras, Santa Rita, Campina Grande e Caruaru.

Em 2007, ingressou na Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil da Universidade Federal da Paraíba sob a regência de Geraldo Dias da Rocha e se apresentou em várias ocasiões em diversas cidades da Paraíba e Pernambuco. Participou de vários “master classes” com violoncelistas que atuam no cenário nacional e internacional tais como: Alceu Reis, Paulo Santoro, Angêla Maria Ferrari, Suzana Kato, Beth Wanderborgh e Pedro Bielschovsk.

Em 2008 ingressou no curso de extensão do Departamento de Música da UFPB na classe do Professor Felipe Avellar de Aquino, com quem estuda atualmente. Desde 2010 é integrante da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, sob a regência de Luiz Carlos Durier, onde no momento ocupa a posição de primeiro violoncelo.

Leonardo Tavares – Natural de João Pessoa – PB. Seu interesse pelo teatro começou muito cedo com o incentivo da sua avó materna. Aos quinze anos já tem larga experiência na arte do drama. Em seus estudos de formação além de atuar, já fez produção, escreveu, dirigiu, idealizou cenário e iluminação. Tudo começou como brincadeira de forma bem natural.

Adaptou e dirigiu os seguintes textos: Vidas Secas e Revolução Francesa em Comédia em 2009, O Bem Amado e O Noviço em 2010 e 2011 respectivamente. Escreveu também dois textos bem originais: O Corcunda de Notre-Dame em Cenário Nordestino para teatro e O Pressentimento de Raquel para cinema apresentado no Festival de Curtas do Colégio Marista Pio X deste ano.

Tem participado ativamente como ator de montagens teatrais na Paraíba e em outros Estados, tanto em mostras quanto em festivais. Em seu repertório constam Quem tem Medo do Lobo Mau, Chapeuzinho Amarelou (peça vencedora do Festival Estudantil de Teatro Lima Penante). O Auto de Natal do Colégio Marista nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2010.

Foi vencedor do Concurso Nacional Cultural “O Melhor discurso de Posse”- promovido pela produção de Filme “O Bem Amado”. É aluno de teatro do Colégio Marista Pio X, desde 2006 e aluno do Grupo de Teatral Skena.

Luiz Carlos Durier- Natural de João Pessoa – Paraíba, Luiz Carlos Durier é o regente titular da OSPB Jovem há 15 anos e regente assistente da OSPB, desde 2001. O seu trabalho direcionado para jovens músicos em formação tem reconhecimento em todo o Brasil. Suas interpretações cativantes e criativas produzem sempre sucesso de público e crítica. Sob sua batuta já se tornou tradição a Jovem apresentar estreias mundiais com excelente qualidade técnica e artística.

Como regente convidado conduziu a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, Orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe, Orquestra Sinfônica da UFRN e Orquestra Criança Cidadã do Recife. Regeu a Orquestra de Cordas da 29ª e 30ª Oficina de Música de Curitiba. Na sua formação como regente foi aluno de Wolfgang Groth, Nelson Nuremberg e Guilhermo Scarabino. Desde 2005 estuda com o maestro Osvaldo Ferreira. Participou de Master Class com o maestro Kurt Masur. Ainda teve como mestres José Siqueira, José Alberto Kaplan, Iara Bernette, Violeta de Gainza, Guilhermo Campos e Horácio Schafer.