João Pessoa
Feed de Notícias

Orquestra Jovem celebra os 200 anos de morte de Joseph Haydan com concerto nesta quinta (12)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009 - 10:26 - Fotos: 

Apresentação no cine-teatro Banguê terá participação de flautista paraibana e harpista romena e entre as peças que serão executadas esta noite está “O Relógio”, de Haydan
 
Músicas alegres, graciosas, com espírito jovem. É como o maestro da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, Luiz Carlos Durier, define as obras que serão tocadas no concerto desta quinta-feira (12), em homenagem aos 200 anos de morte do compositor austríaco Joseph Haydan.

O concerto terá apresentação de duas solistas convidadas: a flautista paraibana Mirna Hipólito e a harpista romena Mariana Tudor. O 7º concerto da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba começa às 20h30 no cine-teatro Bangüê do Espaço Cultural, dentro do projeto Quintas Musicais do Governo do Estado, com apoio da Funesc. A entrada é gratuita.
 
Uma das principais composições do repertório da noite é o “Concerto para flauta e harpa em Dó M, K.299”. A obra foi encomendada ao compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart pelo Duque de Guines, flautista amador, cuja filha era harpista. A encomenda pedia concertos distintos para flauta e para a harpa mas, segundo relata Mozart em carta, como nenhum dos dois instrumentos o agradava, e para não fugir ao pedido, resolveu escrever um concerto duplo. “O resultado foi uma obra magnífica que soa agradável tanto para os solistas, quanto para a orquestra e, principalmente, para quem ouve”, garante o maestro Durier.

Além da bela obra de Mozart, na programação do concerto consta “O Garatuja”, obra em português composta por Alberto Nepomuceno, natural de Fortaleza (CE) e “O Relógio”, escrita pelo homenageado da noite, Joseph Haydn. “O Guatuja” foi baseada numa novela de mesmo nome, escrita pelo romancista José de Alencar, e é considerada um marco no nacionalismo musical do Brasil. Chegou a ser regida pelo maestro alemão Richard Strauss junto com a Filarmônica de Viena, em 1920. “É um prelúdio de espírito, graça e humor que descreve as peripécias do personagem Ivo, um galanteador do Brasil oitocentista”, explicou Durier.
 
A obra de Joseph Haydn, “O Relógio”, recebeu do compositor um outro nome (“Sinfonia número 101 em ré maior”), mas devido a uns trechos do concerto que tem ritmo parecido com um tique-taque de relógio, ficou conhecida popularmente com esse nome. O maestro Luiz Carlos Durier explica que é uma “sinfonia elegante e alegre, que o autor fez para divertir os ouvintes”.
 
Orquestra investe em repertório inédito
 
As novidades musicais propostas pela Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba tem agradado ao público. Segundo Luiz Carlos Durier, “essa é uma forma de enriquecer culturalmente as pessoas que veem assistir as apresentações da orquestra e apreciar um repertório ainda inédito em nossa terra. Queremos, com isso, proporcionar aos músicos jovens uma experiência mais abrangente. Todos nós ganhamos com isso”, enfatizou.
 
As solistas
 
A pessoense Mirna Hipólito toca flauta desde os 5 anos de idade. Começou tocando flauta doce e piano na Escola de Música Anthenor Navarro, do Espaço Cultural. Aos 9, conheceu a flauta transversal, que passou a ser o principal instrumento de sua carreira. Participou festivais e concertos na Paraíba, Salvador, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Miami, entre outras cidades. Integrou a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba por quase 10 anos.

A romena Mariana Tudor começou a estudar harpa aos 12 anos. Em 1998 ingressou na Universidade Nacional de Música de Bucareste, onde se formou em harpa e música de câmara. Participou de recitais solos e trabalhos camerísticos com o Quarteto “Reinaesance”, e de vários concertos em Genebra, Zurique, entre outras. Atualmente é harpista solista da Orquestra Sinfônica da Bahia e ensina harpa no projeto NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia).
 
Maestro participa de masterclass com Orquestra Sinfônica Brasileira

O maestro Luiz Carlos Durier esteve na semana passada no Rio de Janeiro participando do masterclass de Regência, promovido pela Orquestra Sinfônica Brasileira. Ele foi um dos cinco regentes selecionados no país a terem seu trabalho avaliado. Era o único do Nordeste e foi avaliado pelo maestro português Osvaldo Ferreira.

Luiz Carlos Durier é natural de João Pessoa. Iniciou os estudos de musicai durante o curso colegial com a professora Ione Marinho. É bacharel em música pela UFPB e tem vasta experiência musical adquirida com músicos como Samuel Spnoza, Guillermo Campos, José Alberto Kaplan. É regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba desde 1997 e desde 2001 é regente residente da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Assessoria de Imprensa da Funesc