João Pessoa
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Órgão ganha notebooks, celulares e câmeras sem comprometer recursos de seu orçamento

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 - 18:20 - Fotos: 

Em tempos de controle de orçamento público, o presidente da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente ‘Alice Almeida’ (Fundac), Diamantino da Silva Lima, encontrou uma forma de adquirir mais tecnologia para o órgão sem gastar recursos: solicitou à Receita Federal a doação de algumas mercadorias apreendidas durante operações nos postos de fiscalização do Ministério da Fazenda em todo o País. O material foi liberado esta semana pelo delegado da RF na Paraíba, José Honorato.

Na relação estão notebooks, memórias de computadores, telefones celulares, pen-drives, câmeras fotográficas digitais e DVDs virgens. Os equipamentos que agora fazem parte do patrimônio da Fundac vão melhorar as condições de trabalho dos servidores, que já “estão sendo valorizados através de cursos de capacitação”.

O órgão que trabalha com adolescentes em conflito com a Lei atende hoje a mais de 300 meninos e meninas em seis unidades de internamentos. Além dos centros educacionais, a Fundação também administra a Padaria Escola Nosso Pão, em João Pessoa, que atende a irmãos de internos e ex-internos dos Centros Educacionais do Adolescente e dos Jovens da Capital.

Na padaria os meninos aprendem as profissões de padeiro e confeiteiro. Durante seis meses de capacitação, todos são encaminhados pelo Programa de Apoio a Família do Egresso (Proafe), que também oferece cursos de serigrafia, corte e costura, cabeleireiro e artesanato para as mães e irmãos dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas na Paraíba. A Fundac também cuida do Lar Jesus de Nazaré, que recebe crianças encaminhadas pela Justiça para adoção e com risco social.

“Em todas as unidades, a preocupação é com o bem estar e o desenvolvimento das crianças e dos jovens, além de prepará-los para o retorno à sociedade”, informou o presidente da instituição. Segundo ele, para realizar esse trabalho, o órgão “conta com funcionários dedicados, além de uma filosofia humanizada que entende as limitações e os conflitos tanto dos internos quanto das famílias em uma busca constante pelo resgate da autoestima de cada um dos adolescentes, que foram privados da liberdade por causa das infrações que cometeram”.

Diamantino Lima acha que a recuperação dos internos “também ganha força em gestos de solidariedade como o da Receita Federal, que coloca em uso o que podeiria ficar esquecido dentro dos depósitos, equipamentos que vão ajudar ainda mais no sistema de comunicação das unidades que foram consideradas modelo pelos membros do Fórum de Combate à Tortura, durante uma visita realizada no mês de novembro nas unidades prisionais e de internamento da Paraíba”.

Glaucia Araujo, da Assessoria de Imprensa da Fundac