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Operação interdita farmácia, prende pessoas e apreende medicamentos

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 - 21:34 - Fotos: 

A interdição de sete farmácias, prisão de oito pessoas e apreensão de medicamentos. Este foi o resultado da Operação ‘Seqüela’: uma ação conjunta deflagrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Ministério Público da Paraíba, Receita Estadual, Conselho Regional de Farmácia e a Polícia Civil e Militar, nesta quinta-feira (12). Durante a força tarefa sete estabelecimentos comerciais foram flagrados comercializando remédios falsificados em João Pessoa, Santa Rita e Bayeux.

De acordo com o diretor geral da Agevisa, José Alves Cândido, os medicamentos apreendidos estavam sendo comercializados ilegalmente e são falsificados, contrabandeados e adulterados. A equipe técnica identificou remédios como Viagra, Cialis e Potent falsificados e o Pramil, cuja comercialização é proibida. Medicamentos de aquisição e uso exclusivo de hospitais também foram apreendidos durante a operação, a exemplo de Cafagel, Genofenac e Dipirona Sódica.

“Esses produtos podem causar graves problemas à saúde dos usuários. São de origem desconhecida pode estar com dosagem de princípio ativo menor ou maior do que a substância indicada na fórmula. No caso de ocorrer super dosagem no uso do Viagra falsificado ou adulterado pode levar o usuário a morte”, explicou.

Os medicamentos apreendidos foram encontrados entre notas de dinheiro e nos bolsos de comerciantes que tentaram livrar o flagrante do Serviço de Inteligência da Vigilância Sanitária, da polícia civil e militar que acompanhou toda a operação.

Segundo informações do diretor técnico de medicamentos da Agevisa, o trabalho de fiscalização do mercado legal é feito rotineiramente, mas os produtos falsos não são facilmente encontrados. “Foram três meses de investigação integrada de vários órgãos. É uma ação reconhecida como modelo nacional no combate a ilegalidade no segmento de medicamentos”, considerou.

O Ministério Público Estadual, através da Curadoria do Consumidor anunciou que as investigações continuarão, os estabelecimentos foram interditados e os presos em flagrante responderão por crime hediondo. “O artigo 273 do código penal brasileiro prever pena 10 a 15 anos de reclusão, além de multa”, informou o Curador do Consumidor Gualberto Bezerra.

O primeiro dono de farmácia detido foi Walney Souza de Melo e a sócia Rosilene Gomes Cardoso, proprietários da Farmácia Econômica, localizada em Mangabeira. Também foram presos: Getúlio Braz da Silva, dono da Farmácia Nossa Senhora dos Prazeres, em Bayeux; José Maciel da Costa, da Farmácia Kageana e Geraldo Vilar, proprietário da Farmácia Kamilafarma, localizadas em Santa Rita; Niedja Nara Fonseca Maciel, da Farmácia Central de Santa Rita. Além deles foi preso o proprietário da Farmácia Cidade Verde, em João Pessoa, que ainda não teve o nome divulgado já que aguarda lavrar o flagrante.

Assessoria de Imprensa da Agevisa