João Pessoa
Feed de Notícias

Operação “Reação Adversa” faz duas prisões

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 - 10:24 - Fotos: 
A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Receita Estadual deflagraram na manhã de quarta-feira no município de Alagoa Grande a Operação “Reação Adversa”. 
Das seis farmácias inspecionadas, três foram interditadas e dois proprietários foram presos, um deles é o secretário de saúde do município. Foram apreendidos e interditados quase 500 quilos de medicamentos. A Operação Reação Adversa foi desencadeada para combater o comércio ilegal de medicamentos contrabandeados ou de venda controlada.
A Operação aconteceu das 9h às 15h somente no município de Alagoa Grande. A primeira farmácia foi interditada porque, entre outras irregularidades, não possuía autorização de funcionamento da Anvisa. Na segunda farmácia interditada, a proprietária estava comercializando ilegalmente medicamentos de tarja preta – de venda controlada e permitida apenas sob prescrição médica – na farmácia e também na loja de roupas que possui.
Na terceira farmácia interditada, de propriedade do secretário de saúde de Alagoa Grande, foram encontradas 13 cartilhas de medicamentos ‘Pramil’ – para disfunção erétil – contrabandeados. Também foram encontradas munições de revólveres calibre 38, pistola 9 milímetros (de uso exclusivo das forças armadas) e até de espingarda calibre 12, além de irregularidades como remédios com o prazo de validade vencido.
 
De acordo com o coordenador da Assessoria de Segurança Institucional (Assegi) da Anvisa, Adilson Bezerra, esta é a primeira vez no Brasil que um secretário de saúde municipal é preso envolvido com a venda clandestina de medicamentos contrabandeados. Parte dos medicamentos apreendidos ficará na sede da Superintendência da PF e outra parte ficará armazenada na Agevisa para ser incinerada após conclusão da investigação.
O diretor técnico de medicamentos e alimentos da Agevisa, João Peixoto, contou que a operação partiu de denúncias e informações anônimas. “Também chegamos até os estabelecimentos comerciais através das fiscalizações e inspeções cotidianas. 
É em ações como esta que a Agevisa busca desarticular o comércio de medicamentos ilegais que oferecem grande risco à saúde da população, principalmente porque são fabricados sem os critérios rigorosos de qualidade exigidos pela Anvisa”, explicou o diretor técnico.
    
As duas pessoas detidas foram levadas para a Superintendência de Polícia Federal, em João Pessoa e responderão por crime contra a saúde pública, contra a economia popular e de tráfico de drogas. Os dois acusados poderão receber pena de 10 a 15 anos de reclusão mais multa que varia de R$ 1,5 mil a R$ 1,5 milhão.
Marcelo Rodrigo, Assessoria de Imprensa da Agevisa