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29 de novembro de 2011

Oficina debate reabilitação sócio-econômica de pessoas com hanseníase



A reabilitação sócio-econômica e a geração de renda para as pessoas com hanseníase são tema de uma oficina que o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), e em parceria com a ONG NHR-Brasil, realiza a partir desta quarta-feira (30) no Hotel Caiçara,em João Pessoa.  Oassunto será abordado pela técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS), Zoica Bakirtzief.

A Paraíba é pioneira em ações e políticas públicas de saúde voltadas para a reinserção social de pessoas atingidas pela doença. O Estado conta hoje com grupos de autoajuda em vários municípios, onde, além de receber informações sobre a doença, as pessoas são estimuladas a desenvolver e participar de atividades econômicas que possam gerar renda. “Não é necessário apenas tratar a doença, temos que recolocar essas pessoas no mercado de trabalho”, disse a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde, Mauricélia Holmes.

A oficina, que será aberta nesta quarta, às 8h30, e se estende até sexta-feira (2), vai reunir enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e pessoas atingidas pela hanseníase dos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Patos, Cajazeiras e Sousa, além de profissionais do Hospital Clementino Fraga, que é a unidade referência para o tratamento da doença. Nesses municípios, existem grupos de autocuidado para acompanhamento das pessoas atingidas pela hanseníase – e é nessas localidades onde se registra um grande número de casos da doença.

 

Na Paraíba, o projeto de reabilitação sócio-econômica é coordenado por Mauricélia Holmes e pela fisioterapeuta Geísa Campos. Segundo Mauricélia, os Grupos de Autocuidados (GAC) ensinam o paciente a ter conhecimento da própria doença, convivendo com as limitações que vêm das sequelas. “O grupo melhora a autoestima e direciona o autocuidado nas atividades da vida diária, melhorando, assim, a qualidade de vida, como também tirando dúvidas de outras patologias de interesse do grupo”, disse.

 

De acordo Geísa, é preciso oferecer e promover oportunidades de reinserção social, como a geração de renda. A fisioterapeuta explicou que os projetos que forem apresentados durante esse evento serão discutidos em outra oficina, a ser realizada no primeiro semestre do próximo ano.  “Fomentar a geração de renda e será possível por meio de parcerias com órgãos e entidades que trabalham com essa questão, a exemplo do Empreender e do Sebrae”, ressaltou.