Fale Conosco

15 de julho de 2009

Obras de uma nova caixa d’água serão iniciadas e até dezembro população terá água de qualidade



Após quase dois anos de peregrinação e dezenas de ofícios encaminhados a várias instâncias judiciais e órgãos do Governo do Estado, as seis mil pessoas que residem no Loteamento Nova Mangabeira, em João Pessoa, conseguiram uma resposta positiva com relação ao abastecimento de água da comunidade.

Um acordo firmado entre a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e a empresa Caminho do Sol, com intermediação do vice-governador Luciano Cartaxo, estipula para dezembro a entrega dos serviços que levarão mais qualidade de vida e saúde aos moradores da área, que, além de conviverem com o racionamento forçado, ficam até seis dias desassistidos.

Desde a fundação do Loteamento Nova Mangabeira, em 1998, os moradores convivem com a falta de água. Nos primeiros anos não havia nenhum abastecimento e, para sanar o problema, a empresa Caminho do Sol instalou uma caixa de 10 mil litros com ligações diretas para as residências.

Apesar disso, a questão foi só parcialmente resolvida, pois não há tratamento da água de poço mandada para as residências, o que causa sérios problemas de saúde, principalmente nas crianças.

Além do mais, o abastecimento improvisado não é contínuo (só há água nas torneiras à noite) obrigando as pessoas a armazenarem, em latas e baldes, a quantidade de que necessitarão nos períodos em que não adianta recorrer às torneiras.

“Nossa comunidade vive um sofrimento diário consumindo apenas água de poço. Isso só nos incentivou a lutar e agora, com a intermediação do vice-governador Luciano Cartaxo, estamos confiantes de que a obra será realizada”, afirmou o comerciante João Bosco, um dos responsáveis pela luta pela água.

A peregrinação dos moradores começou em 2008 quando foi feito um requerimento à Cagepa. Sem resposta, procuraram o Procon que viabilizou um acordo que, segundo eles, não foi cumprido.

O próximo passo foi uma audiência no Ministério Público Federal (MPF), de onde foram encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPE). “Em nenhum desses locais tivemos a solução do problema. Depois de toda esta luta, buscamos apoio do vice-governador”, relembrou Enildo Gomes, morador que também se engajou no trabalho de conseguir água para o Nova Mangabeira.

Para Luciano Cartaxo, a concretização do sonho da comunidade é motivo de alegria para o Governo. “Todos sabem que a água é um bem indispensável à sobrevivência e à qualidade de vida e, por isso, ficamos felizes em intermediar este acordo de tamanha relevância para estas famílias”, declarou.   

Depoimentos – Muitas residências do Loteamento Nova Mangabeira têm até duas caixas particulares, mas, mesmo assim, falta água todos os dias. “Meu consumo é muito grande, pois tenho três filhos. Tomo muito cuidado com a higiene deles e, quando não posso cuidar deles como deveria fico desesperada. Meu marido comprou duas caixas, mas sempre há roupa suja acumulada e louça para lavar, pois o ideal era que pudéssemos recorrer às torneiras a qualquer hora”, reivindicou a dona de casa Ivanize Ferreira.

Ela conta que os garotos de 6, 4 e 2 anos de idade vivem com dor de barriga e irritações na pele, problemas que, ela acredita, são decorrentes da ingestão de água não tratada. “Tomo todos os cuidados, mas ainda não é suficiente, pois se, não há tratamento correto, não tem como eles terem saúde”, afirmou.

A cabeleireira Cosma Cruz da Silva foi obrigada a se mudar de casa por seis meses por causa da intermitência no abastecimento. “Como nunca temos água continuamente nas torneiras, somos obrigados a carregar água em latas. Tive um problema físico e, por causa disso, fui obrigada a me mudar seis meses para a casa de parentes pela total impossibilidade de dar conta dessa lida diária”, relembra a moradora, acrescentando que os sábados e domingos são os dias mais críticos. “Quando mais a gente precisa, a situação piora”, lamenta.

Execução das Obras – As obras serão iniciadas quando a empresa Caminhos do Sol fornecer a tubulação e a entrega final do projeto está prevista para 31 de dezembro.

A Cagepa será responsável pela execução do projeto. De acordo com o diretor de expansão da empresa, Alberto Gomes Batista, a assinatura do termo foi o fim de um impasse. “A empresa responsável pela construção se adequou às especificações técnicas determinadas no projeto e agora a Cagepa tem condições de executar esta tão importante obra que reafirma o compromisso do Governo Maranhão de concluir as obras inacabadas por toda a Paraíba”, afirmou Alberto.

Fernando Oliveira, da Assessoria da Vice-Governadoria