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Objetos não tiveram manutenção e se acumularam em salas e pátios, entre os anos de 2003 e 2008

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 - 14:44 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recolheu, no ano passado, 45 toneladas de sucata, que estava entulhada nas unidades de saúde do Estado. Os objetos – móveis, computadores, equipamentos hospitalares, aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos – estavam amontoados em salas improvisadas ou nos pátios dos prédios, porque, segundo a Gerência de Administração da SES, não tiveram a manutenção devida e chegaram ao ponto de não terem mais conserto. Agora, a manutenção é feita com frequência e a ‘limpeza’ realizada sempre que há necessidade.

Segundo a gerente de Administração da SES, Beatriz Araújo, a retirada dos objetos melhorou a imagem das unidades de saúde e resolveu um problema antigo. “Constatamos que muitos desses objetos poderiam ter sido aproveitados se tivessem sido consertados. Além do desperdício de dinheiro público, essa desorganização da gestão anterior, deixou uma imagem feia nos hospitais e em outras unidades de saúde do Estado, com entulhos amontoados em salas e outros jogados ao relento”, disse.

O material foi vendido por mais de R$ 6 mil a uma empresa de sucata de João Pessoa, que apresentou o maior preço do quilo do ferro-velho – R$ 0,14 – entre as cinco concorrentes. “Ainda não decidimos como o dinheiro será gasto, mas, provavelmente, vamos comprar materiais para a secretaria”, disse Beatriz. Os objetos foram retirados dos 27 hospitais do Estado, das sedes das 12 Gerências Regionais de Saúde, da sede e almoxarifado da SES, Hemocentro e Hemonúcleos, além do Laboratório Central do Estado (Lacen).

Ocupando espaço – “Pelo que vimos nas nossas visitas, entre 2003 e 2008, nada foi recolhido, por isso, tinha tanto material acumulado. Quando o novo governo assumiu, em fevereiro do ano passado, os novos diretores de hospitais e dirigentes dos outros órgãos da secretaria, começaram a cobrar o recolhimento, diante do quadro caótico que encontraram. Além de atrapalhar os serviços, os entulhos estavam ocupando espaços que poderiam servir para algo mais proveitoso”, disse Pedro Guimarães, chefe do Núcleo de Cadastro e Controle de Bens Móveis e Imóveis da SES.

Pedro informou que o trabalho continua até o final deste mês, porque o recolhimento ainda será feito nas cidades de Monteiro e Lagoa de Dentro. Para evitar o acúmulo de material, a SES vai alugar um prédio na Capital, que servirá de depósito. “A partir de agora, vamos começar a recolher, frequentemente, o que for aparecendo de material quebrado. Os que ainda tiveram utilidade, serão enviados para o conserto e os que não servirem mais, serão guardados nesse depósito, para que possamos vender, de uma só vez, no final do ano”, explicou. 

Assessoria de Imprensa da SES/PB