João Pessoa
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Objetos desenvolvidos durante terapia resgatam a auto-estima e cidadania dos pacientes do Complexo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009 - 15:52 - Fotos: 

Almofadas, tapetes e bonecas de tecidos; porta-jóias, cestas, puffs e vasos de flores confeccionados com papel, papelão e garrafas pet; arranjos de flores de frascos de água sanitária; miniaturas de panelas de latas de cervejas e de refrigerantes e vários outros objetos compuseram uma exposição, nesta quinta-feira (8), no pátio externo do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa.
 
A mostra é resultado de oficinas terapêuticas realizadas com os pacientes e faz parte das atividades desenvolvidas pelo hospital para lembrar o ‘Dia Mundial de Saúde Mental’, 10 de outubro. Nesta sexta-feira (9), haverá uma caminhada na orla marítima da praia do Cabo Branco.
 
Na exposição, podem ser encontradas também bijuterias, quadros, panos de pratos, porta-chaves e camisas com estampas em serigrafia. Todos esses produtos foram confeccionados pelos internos, durante as oficinas terapêuticas, que é uma das atividades promovidas pelo complexo como forma de ressocializar o paciente e fazer com que ele se sinta uma pessoa útil e capaz de viver em comunidade. “A nossa grande luta é para acabar com o estigma e o preconceito contra pessoas que sofrem de distúrbios mentais”, afirmou a superintendente do Complexo, Clélia Lucena de Andrade Gomes.
 
Resgate de cidadania – A abertura oficial da programação foi feita, na manhã desta quinta-feira, pela secretária-executiva de Saúde do Estado, Lourdinha Aragão. Ela destacou o trabalho que vem sendo realizado pela nova superintendência do Complexo, com o objetivo de resgatar a auto-estima e a cidadania dos usuários.
 
A secretária-executiva afirmou que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vem dando todo o apoio às ações e políticas públicas na área de saúde mental e que visem à melhoria das condições de atendimento às pessoas com sofrimentos psíquicos.
 
Recuperação – Já a psicóloga Ana Luiza Ferreira disse que são quatro oficinas de artesanato e pintura, uma de cozinha experimental e outra de canto. Psicólogos, assistentes sociais e educadores físicos e artísticos coordenam cerca de 70 pacientes. Todo o material produzido, com exceção dos quadros, é vendido a preços simbólicos durante os eventos do Complexo.
 
O dinheiro é usado na compra de brindes para os pacientes participantes e na aquisição de material de consumo das oficinas, sempre os mais caros, porque a superintendência compra a maior parte. “As oficinas não têm caráter produtivo, mas terapêutico, ou seja, de auxiliar no tratamento e acelerar a recuperação do paciente”, destacou a psicóloga.
 
Ana Luiza disse também que por meio das oficinas terapêuticas os usuários expressam sentimentos que muitas vezes não conseguem falar, reconhecem sua auto-estima e que são pessoas produtivas e capazes de viver em sociedade. “O paciente que participa das oficinas fica menos tempo internado e quando deixa o hospital demora a voltar para se internar”, disse.
 
Caminhada – As atividades ligadas ao Dia Mundial de Saúde Mental serão encerradas nesta sexta-feira (9) com uma caminhada. A concentração será às 7h30 em frente ao edifício João Marques de Almeida, no bairro do Cabo Branco. Os participantes seguirão até o Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú. No local será servido um café da manhã e realizada uma panfletagem. Durante todo o percurso, os participantes serão animados pela Banda de Música 5 de Agosto.

 

Da Assessoria de Imprensa da SES/PB, com fotos de Fabiana Veloso