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3 de outubro de 2012

Objetos abandonados nas ruas viram arte na Galeria Archidy Picado



A Galeria Archidy Picado, da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), em João Pessoa, recebe neste mês de outubro a exposição “Vira pó…?”, da baiana Potira Maia. A artista, que é aluna do curso de artes visuais da Universidade Federal da Paraíba e professora da rede municipal de ensino de João Pessoa, traz para o Espaço Cultural José Lins do Rego narrativas artísticas sobre o passado vivido pelas pessoas por meio de objetos e fotografias.

A exposição é resultado de uma ação arqueológica feita pela própria Potira que, ao longo do tempo, recolheu artefatos esquecidos ou abandonados pelas ruas. Agora eles compõem um diálogo poético controverso entre seu uso, suas memórias e seus significados. A abertura da exposição “Vira pó..?” será nesta quinta-feira (4), às 19h. O público pode visitar o conjunto de obras até o dia 31 de outubro, das 8h às 18h. A entrada é gratuita.

Em “Vira pó…?” a artista utiliza a fotografia em sua essência para registrar no tempo/espaço o momento em que sapatos descartados pela cidade são encontrados. Numa ação poético-arqueológica, os sapatos, portadores de diversas memórias, são coletados das ruas e trazidos ao espaço expositivo como recortes de dezenas de narrativas que, somadas, vão revelando a sociedade em que vivemos. Ao serem trazidos a este espaço, os sapatos são também re-significados num diálogo controverso entre seu uso, suas memórias, seus significados e enquanto objetos artísticos.

Potira Maia – Formou-se em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), onde foi bolsista de extensão do Programa Arte na Escola por dois anos. Em 2006, ano em que concluiu a graduação, começou a produzir artisticamente e no mesmo ano participou do Salão de Artes da Bahia com uma instalação sem título. Ainda neste ano iniciou uma Especialização em Educação Cultura e Memória onde estudou o desenvolvimento das Artes Plásticas em seu município por meio do projeto de pesquisa intitulado “Cajaíba e o desenvolvimento das Artes Plásticas em Vitória da Conquista na segunda metade do século XX”.