João Pessoa
Feed de Notícias

O objetivo é discutir formas de promover o desenvolvimento sustentável das regiões carentes

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 - 16:42 - Fotos: 
Gestores de todos os Programas de Combate à Pobreza Rural (PCPRs) do Nordeste estarão reunidos nestas quinta (5) e sexta-feira (6), em João Pessoa, discutindo formas  de diminuir o êxodo rural e promover o desenvolvimento sutentável das regiões mais pobres dos Estados nordestinos. O Encontro de Gestores dos PCPRs do Nordeste está sendo promovido pelo Projeto Cooperar e será realizado no Hotel Caiçara, no Bairro de Tambaú, a partir das 9h.

Segundo o gestor do Cooperar, Plácido Pires, o evento representa a oportunidade de conhecer experiências de sucesso de outros Estados e também de retrarar os pontos positivos do retorno das ações do projeto ao Estado. “Será muito importante para a Paraíba fazer com que os outros Estados do Nordeste conheçam o que nós temos de bom. Ao mesmo tempo será muito útil conhecer o que tem dado certo fora daqui, para que possamos criar novas idéias”, ressaltou.

Toda a preocupação em discutir e colocar em prática projetos que garantam a geração de emprego e renda na zona rural se dá por uma realidade cada vez mais presente: a fuga dos pequenos produtores para a área urbana dos municípios, provocando o inchaço das cidades e empobrecendo as suas potencialidades.

Números do problema – Na Paraíba, por exemplo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada em 2008, em dez anos o número de domicílios urbanos creceu 68,5%, passando de 11,5%, em 1998 para 80% no ano passado, ou seja, apenas 20% residências paraibanas estão localizadas na zona rural.

A realidade fica ainda mais preocupante quando se trata da renda das pessoas que vivem nessas regiões. Das famílias que moram em domicílios da zona rural 7,20% vivem com uma renda de um salário mínimo, 6,88% possuem uma renda entre um e dois salários mínimos e apenas 3,53% têm uma renda entre dois e três.

Mudando a realidade – “Com a assinatura do contrato de empréstimo feito entre o Governo do Estado e o Banco Mundial (Bird), no valor de US$ 28 milhões, essa realidade poderá ser modificada porque o pequeno produtor terá emprego e renda garantidos e não precisará mais se deslocar até as cidades para conseguir uma vida melhor. Enquanto isso, nós que fazemos o Cooperar já estamos discutindo formas de promover essas melhorias”, declarou Plácido Pires.

Da Assessoria de Imprensa do Projeto Cooperar