João Pessoa
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O evento integra a programação pelos 30 anos de falecimento do escritor e político

terça-feira, 2 de março de 2010 - 16:11 - Fotos: 
Um museu virtual com toda a obra do escritor e político José Américo de Almeida será lançado nesta quarta-feira (3), às 18h30, na Fundação Casa José Américo, em João Pessoa. O evento faz parte das homenagens aos 30 anos de falecimento do escritor, celebrado no dia 10 de março. Na ocasião, a presidente da fundação, Letícia Maia, fará um balanço das atividades culturais realizadas em 2009 e anunciará as ações para este ano.   

Letícia informou que o museu virtual foi criado pela estudante Mabel Petruci e faz parte de um trabalho de dissertação de mestrado. “Ela nos presenteou com o museu e agora podemos levar a obra e história de José Américo de Almeida aos internautas. Outra possibilidade desse projeto é despertar a curiosidade dos alunos de escolas públicas e privadas para conhecer a Fundação, sua história e os arquivos de 28 ex-governadores do Estado, além de personalidades paraibanas”, comentou.

Entre as ações e atividades culturais realizadas pela fundação, em 2009, podemos destacar: lançamento de 17 livros; quatro exposições artísticas; três cursos, sete palestras e dois workshops na área de cultura e educação. “Em 2010 pretendemos realizar atividades interagindo com estudantes das escolas públicas e privadas. Também estamos com um projeto de reforma do auditório da instituição”, ressaltou.

Na história – O escritor, político, advogado, professor e sociólogo José Américo nasceu na cidade de Areia, em 10 de janeiro de 1887. Formou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1908, tendo sido promotor público nas comarcas do Recife (PE) e Sousa (PB), além de procurador geral da Paraíba, secretário de governo, deputado federal, interventor, ministro da Viação e Obras Públicas nos dois governos de Getúlio Vargas, senador, ministro do Tribunal de Contas da União, governador da Paraíba, fundador da Universidade Federal da Paraíba e primeiro reitor.

Ele chegou a ser pré-candidato a presidente da República, apoiado por Vargas para as eleições de 1938, mas o pleito não ocorreu em razão do golpe dado por Getúlio em 1937, que deu início à ditadura do Estado Novo. Na literatura, destacou-se no cenário nacional com a publicação de ‘A bagaceira’ (1928), romance inaugural do chamado Romance de 30. Foi o quinto ocupante da cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 27 de outubro de 1966, na sucessão de Maurício Campos de Medeiros, sendo recebido pelo acadêmico Alceu Amoroso Lima em 28 de junho de 1967.

Gledjane Maciel, da Secom-PB