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20 de março de 2012

Número de armas apreendidas pela polícia paraibana cresce 70%



Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 254 armas de fogo foram apreendidas na Paraíba, pelas polícias Civil e Militar. O número registrado pela Assessoria de Ações Estratégicas (AAE) da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds), com base em levantamento do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), representa um aumento de aproximadamente 70%  em relação ao mesmo período de 2011, quando foram retiradas de circulação 150 armas.

Graças a um trabalho ostensivo e operações direcionadas, no ano passado foram apreendidas 2.179 armas de fogo no Estado. Para o tenente-coronel Júlio César, assessor da AAE, a quantidade de armas apreendidas tem influência direta sobre a incidência de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), como homicídios, e também crimes contra o patrimônio. “Graças a ações de sucesso, diminuímos a aceleração de crescimento dos homicídios, que passou de 25%, em 2010, para 7%, em 2011”, disse.

Segundo o coronel, colaboram com esse decréscimo o planejamento de resultados desenvolvido pela Seds e o trabalho específico exercido pelas instituições ligadas à segurança pública, como a operação “Autoria CVLI”, que tem o objetivo de elucidar casos de homicídios na Grande João Pessoa, com o indiciamento de autores desse tipo de crime. “Outra ação de destaque é a operação ‘Repressão ao Crack’, cuja missão é prender traficantes e apreender o entorpecente no Estado. Em 2011, por exemplo, quase 173 quilos de crack foram apreendidos na Paraíba”, salientou o delegado Isaías Gualberto, também assessor estratégico da Seds.

Mais ações específicas desenvolvidas pelas polícias são a operação “Malhas da Lei”, que age em cumprimento a mandados de prisão e apreensão expedidos pela Justiça; a “Sossego”, na qual policiais, em conjunto com o Departamento de Trânsito (Detran) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), realizam abordagens, fiscalização de trânsito, alcoolemia e poluição sonora; e a “Risco Zero”, com atuação em casas noturnas e estabelecimentos cujos horários de funcionamento se estendem até a madrugada.

De acordo com o titular da Seds, Cláudio Lima, os procedimentos fazem parte do planejamento operacional e do plano de ação da pasta para atingir metas de redução da criminalidade, especificamente homicídios e crimes contra o patrimônio.

Todas as armas apreendidas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil são encaminhadas para o Instituto de Polícia Científica (IPC), a fim de passar por exame de balística. “Esse é o procedimento correto e exigido pelo Estatuto do Desarmamento”, explicou o diretor do Instituto, Humberto Jorge de Araújo Pontes.

Depois de passar por exame, as armas são enviadas de volta às delegacias e encaminhadas para a Justiça, onde são armazenadas até que sejam remetidas às Forças Armadas para posterior destruição.