Fale Conosco

6 de junho de 2014

Novo protocolo de tratamento da Aids que agiliza tratamento em adultos é discutido na Paraíba



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou nesta quinta-feira (5), no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), uma reunião para discutir o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Tratamento de HIV/Aids em adultos, que permite o início imediato do tratamento tão logo saia o diagnóstico. Participaram da reunião médicos, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam nos serviços de referência de toda a Paraíba.

O Ministério da Saúde publicou o novo protocolo no final do ano passado. Segundo a chefe do Núcleo de DST/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena, o Governo do Estado vem construindo a rede de cuidado para pessoas que vivem com Aids e reuniões como essa são importantes para o fortalecimento dessa rede. “Este protocolo vai fazer com que a vida das pessoas que vivem com Aids fique bem melhor. Então convidamos todos esses profissionais que atuam nos serviços de referência aqui no estado para se apropriarem do protocolo, saber suas estratégias e fortalecer a atenção ao cuidado”, disse.

Durante o evento foram abordados temas como as diretrizes do novo protocolo; quando e como iniciar o tratamento; investigação e tratamento da coinfecção, entre outros.

De acordo com o médico infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (RJ), Daniel Junger, o evento foi importante para discutir um pouco sobre a tendência que existe de se remodelar a assistência, como a descentralização do atendimento. “Nem todas as coisas faladas aqui serão aplicadas imediatamente, mas a gente pôde discutir novas experiências, como também um pouco das mudanças que aconteceram no documento que fundamenta a nossa prática clínica com relação ao atendimento de pessoas vivendo com o HIV. O Governo da Paraíba está de parabéns pela visão e intenção da nova gestão, também por estar promovendo essa discussão, incentivando a educação, tentando nivelar todos esses profissionais”, disse.

“Momentos como esse talvez estejam abrindo as portas para um novo tempo, onde a gente possa ter como resultado final um ganho para os pacientes de uma forma geral”, concluiu Daniel.