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16 de maio de 2011

Novo boletim mostra tendência de queda nos casos de dengue na Paraíba



Os registros de casos de dengue na Paraíba, na semana epidemiológica 18 (de 1 a 7 de maio), mantiveram a redução progressiva que vem sendo verificada desde a semana epidemiológica 14. O resultado do último boletim, divulgado nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), mostra que está sendo mantido o nível de controle dentro do compromisso firmado pelo Pacto pela Saúde 2011, firmado entre Governos Federal e Estadual.

Os casos graves da doença não apresentaram aumento importante e a letalidade tem índice 1,7%, quando, pelo pacto, a missão é manter a letalidade das formas graves da dengue dentro da margem de 2,60%.

A gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, avalia que a redução progressiva nos casos notificados é uma boa notícia: “Por quatro semanas o Estado mantém a sua incidência abaixo do limite superior do diagrama de controle que é uma das opções que a SES utiliza para detecção precoce da tendência da doença por semana epidemiológica. Destacamos que na atual semana a curva que avalia a incidência de 2011 está abaixo da média esperada, e totalizou a notificação de 23 casos suspeitos”, explica.

Júlia Vaz alerta, no entanto, que a população não pode abandonar a vigilância dos seus domicílios, principalmente, na atual condição do tempo com muita chuva.

Ela afirmou que a SES cumpre agenda dinâmica para manter a dengue controlada no Estado. Dentro do seu papel e na execução das suas atribuições a SES, entre outras atividades, está realizando um trabalho interinstitucional em que a Defesa Civil do Estado e o Corpo de Bombeiros se consolidaram como importantes parceiros no combate ao Aedes aegypti, o mosquito trasmissor.

Os números – Semana 18

2.191 casos de dengue clássica

801 casos descartados

29 casos de dengue com complicações

27 casos de febre hemorrágica da dengue

1.267 casos inconclusivos

1 óbito confirmado

1 óbito suspeito em processo de investigação

3.838 casos aguardam término da investigação para confirmação ou descarte

Avaliação – Para avaliar os casos de dengue, a SES está utilizando o Coeficiente de Incidência, que é um indicador epidemiológico que constitui medida de risco de doença ou agravo. O objetivo é conhecer de forma mais precisa qual foi o risco de adoecer pela ação do Aedes aegypti em cada semana.

Essa ferramenta de avaliação é a razão entre o número de casos novos de uma doença que ocorre em uma coletividade, em um intervalo de tempo determinado, e a população exposta ao risco de adquirir referida doença no mesmo período, multiplicando-se por potência de 10, 100, 1000, 10.000 ou 100.000 que são bases referenciais da população. “Como nossa população é de 3.766.528 (IBGE, Censo 2010) a base referencial utilizada foi de 100.000 habitantes”, explica Júlia Vaz.

Até agora, o maior risco aconteceu no período de 27 de março a 2 de abril, (semana epidemiológica 13), com 23,08 doentes em cada 100 mil habitantes. O menor risco se deu no período de 1 a 7 de maio (semana epidemiológica 18) com 0,61, ou seja, inferior a 1  caso em cada cem mil habitantes.