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30 de maio de 2011

Novo boletim confirma declínio da incidência de dengue na PB



Dados referentes à 20ª Semana Epidemiológica (encerrada no dia 21) e divulgados em mais um Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que a incidência da dengue se mantém em declínio na Paraíba. De acordo com os números, o índice que era de 3,5 na semana anterior agora é de 2,7. Esse risco vem caindo desde o período de 27 de março a 2 de abril, (Semana Epidemiológica 13), que registrou o índice de 23,6  doentes em cada 100 mil habitantes.

De acordo com o boletim são 2.834 casos de dengue clássica; 991 casos descartados; 40 casos de dengue com complicações; 34 casos de febre hemorrágica da dengue; um óbito confirmado, um óbito suspeito em processo de investigação e 3.555 casos que aguardam término da investigação para confirmação ou descarte.

Dengue e leptospirose – As formas graves somam 74 casos, sendo 40 de dengue com complicações (DCC) e 34 de febre hemorrágica da dengue (FHD). A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, alerta as Gerencias Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde quanto à necessidade de redobrar a vigilância nesta fase de chuvas não só para a dengue, mas também para a leptospirose, doença muito comum neste período do ano.

Ela explica que a leptospirose em sua fase inicial apresenta quadro clínico semelhante a qualquer virose, portanto, o diagnóstico diferencial deve ser sempre levado em consideração. Ações de educação da população na Estratégia da Saúde da Família são imprescindíveis, principalmente nas áreas já delimitadas como de risco maior para a doença.

Ela afirmou que a SES vem mantendo uma agenda muito dinâmica para manter a dengue controlada no Estado. Dentro do seu papel e na execução das suas atribuições a SES, entre outras atividades, está realizando um trabalho interinstitucional em que a Defesa Civil do Estado e o Corpo de Bombeiros se consolidaram como importantes parceiros no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Metodologia – A gerente Júlia Vaz explica que o Coeficiente de Incidência está sendo utilizado para avaliar os casos de dengue na Paraíba. “É um indicador epidemiológico que constitui medida de risco de doença ou agravo com o objetivo de conhecer de forma mais precisa qual foi o risco de adoecer pela ação do Aedes aegypti em cada semana”, esclarece.

Esta ferramenta de avaliação é a razão entre o número de casos novos de uma doença que ocorre em uma coletividade, em um intervalo de tempo determinado, e a população exposta ao risco de adquirir referida doença no mesmo período multiplicando-se por potência de 10, 100, 1000, 10.000 ou 100.000 que é a base referencial da população. “Como nossa população é de 3.766.528 (IBGE, Censo 2010) a base referencial utilizada foi de 100.000 habitantes”, explicou Júlia Vaz.