João Pessoa
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No acumulado de 2009 a queda é de 5,5% e, nos últimos 12 meses, chega a 4,06%

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 16:34 - Fotos: 
O preço da cesta básica ficou estável em novembro, em João Pessoa. O valor da alimentação do habitante da Capital paraibana custou R$ 169,25 e representa uma pequena alta de 0,04% na comparação entre outubro e novembro deste ano. No acumulado de 2009, a cesta básica está em queda de 5,15%. Nos últimos 12 meses, o valor dos produtos alimentícios acumula decréscimo de 4,06%, segundo o levantamento do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme), divulgado nesta terça-feira (1º), em João Pessoa.

Mesmo com estabilidade de preços, o óleo de soja registrou alta de 23,26%, em novembro, nos supermercados da cidade. O consumidor pessoense precisou pagar até R$ 2,26 por uma garrafa do produto. “O preço do óleo de soja sofre influência do mercado internacional e isso acaba refletindo nos preços na Paraíba. Se o valor da soja aumentar no exterior, ele também aumentará no Brasil”, explicou o gerente de Informações para o Planejamento do Ideme, Geraldo Lopes.

Redução – Os técnicos do Ideme constataram que oito produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição de preço, em novembro. O destaque foi a redução de 5,41% no custo das raízes. Seis quilos de inhame, por exemplo, saíram por R$ 8,40 nas feiras livres e supermercados, na Capital paraibana. O arroz foi outro produto que teve diminuição no valor ao ficar 2,12% mais barato para o consumidor. Cerca de três quilos e meio do gênero alimentício custavam R$ 6,66, em João Pessoa.

Segundo o levantamento do Ideme, o trabalhador comprometeu 36,40% do salário mínimo para pagar a cesta de R$ 169,25, em novembro. Naquele mês, o pessoense precisou trabalhar mais de 80 horas mensais para comprar os gêneros alimentícios. No caso da alimentação necessária a uma família de quatro membros, o consumidor teve que desembolsar R$ 677 para levar os produtos.

A recomendação de Geraldo Lopes é que o consumidor faça pesquisa de preços antes de comprar os produtos da cesta básica. “Mesmo que os preços tenham estabilidade, o consumidor tem que comparar os custos dos produtos para encontrar aqueles que estão mais em conta nas feiras livres e supermercados”, orientou o gerente do Departamento de Informações para o Planejamento do Ideme.
 

Bartolomeu Honorato, da Assessoria de Imprensa do Ideme