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Nesta primeira etapa já foram digitalizados sete mil documentos e 200 deles estarão disponíveis

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 - 12:04 - Fotos: 

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) corre contra o tempo e inicia o processo de digitalização de mais de um milhão de documentos existentes no Arquivo Histórico da instituição. São cartas, jornais e documentos da época da colonização, até os dias de hoje – muitos deles escritos à mão e assinados pelos chefes de Estado da época.

O processo começou agora em dezembro com a digitalização de sete mil documentos, que vão estar acessíveis à pesquisa no próprio Arquivo Histórico. Destes, 200 vão estar disponíveis muito em breve no portal da Funesc (www.funesc.com.br).

O resultado do trabalho dessa primeira etapa foi apresentado na última terça-feira (07/12) pelos diretores da empresa Solaris, responsável pela digitalização dos documentos, ao presidente da Funesc, Maurício Burity, e ao historiador e chefe da Divisão do Arquivo Histórico, Arion Farias.

“Começamos digitalizando os decretos, contratos e documentos da época da criação da Funesc, como o projeto do arquiteto Sérgio Bernardes, que desenhou o Espaço Cultural. Tudo está preservado e agora organizado num sistema informatizado, que facilita a visualização do arquivo sem a necessidade de manuseá-lo”, explicou um dos diretores da Solaris, Rodrigo Andrade.

Entusiasmado e consciente da importância que o processo de informatização do Arquivo Histórico tem na preservação da história, o historiador Arion Farias admite que esse era um desejo antigo que ele finalmente vê sendo realizado.

“Eu tinha medo que todos aqueles documentos fossem destruídos e a história fosse perdida”, comenta Arion. “Já houve perdas grandes porque, quando assumi o Arquivo Histórico, encontrei muita coisa estragada. Vamos conseguir restaurar uma parte, mas a digitalização muda tudo. Quando todos os documentos estiveram salvos no software, vamos encaminhar cópias desses arquivos para a Biblioteca Nacional e para Fundação Joaquim Nabuco”, acrescenta.

O empenho em conservar e manter os documentos preservados garantem o conhecimentos para as gerações futuras. “A ideia é, primeiro, conservar, digitalizando tudo. Depois, permitir o acesso imediato das informações. Mas esse trabalho tem que continuar até o fim porque, se demorar mais, o que está escrito nos documentos antigos vai sumir. É a história que se perde”, enfatizou o presidente da Funesc, Maurício Burity.

Documentos raros

Vários arquivos chamam atenção pela antiguidade. São documentos do período Imperial, da época da escravatura (como cartas de alforria), manuscritos de discursos de José Américo de Almeida, vários documentos e reprodução das assinaturas do Imperador D. Pedro II, do patrono Duque de Caxias, do Visconde de Barbacena e do Barão de Lages.

Relíquias de outros ilustres paraibanos, como Álvaro de Carvalho, Camilo de Holanda, Castro Pinto e Solón de Lucena também estão acessíveis para a pesquisa no Arquivo Histórico. “Mais de 200 desses documentos farão parte de um projeto experimental que é o acesso via internet através do portal da Fundação. A idéia é que todos os documentos, no futuro, façam parte do site na internet”, explica Arion Farias.

Assessoria de Imprensa da Funesc