João Pessoa
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Museu de brinquedos é destaque do Salão de Artesanato

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 - 15:25 - Fotos:  Alberi Pontes / Secom-PB

Casa de bonecas em miniatura e brinquedos feitos à mão (peteca, joão-bobo, bola de meia, estilingue, carrinho de rolimã e pião de madeira) são algumas das exposições de brinquedos do 17º Salão de Artesanato da Paraíba, que está funcionando no Jangada Clube, na praia do Cabo Branco, em João Pessoa.

A casa-conceito desta edição do salão, montada na área externa, foi idealizada para resgatar o imaginário infantil das antigas casas de bonecas feitas de madeira.

A novidade foi aprovada pelo pequeno João Victor, 5 anos, que não parou de brincar durante a visita ao salão. “Tenho que vir quase todos os dias para trazê-lo, pois é quando ele esquece os super-heróis de plástico e se diverte com brinquedos de verdade. Ele quer mexer em tudo ao mesmo tempo”, destacou a avó Luzinete Cardoso ao ver o neto interagir com outras crianças e se encantar com brinquedos da mesma estatura dele.

Outra novidade é a exposição do Museu de Brinquedos, do artesão e colecionador Aroldo William. As irmãs do município de Franca, interior de São Paulo, passaram horas contemplando os brinquedos e relembrando histórias da infância. “É como se estivéssemos em um filme, pois fazíamos esses brinquedos com nossos irmãos e nos divertíamos na rua. Hoje em dia, a infância das crianças é dentro de apartamentos jogando no computador”, explicou a aposentada Júlia Rodrigues.

O artesão de Campina Grande, João Avelino, que tem um dos stands mais visitados, trouxe este ano uma nova técnica em seus produtos de couro. “Ensinei o ofício ao meu filho e agora estamos trabalhando juntos com o acrílico sobre o couro e o resultado são lindos quadros. Mesmo assim, nossas peças tradicionais têm boa aceitação, como os chaveiros, agendas, baús, pufs de couro e luminárias”, disse o artesão. São 35 anos de profissão que resgata a cultura paraibana gravada em couro de boi e de bode.

Para a índia potiguara Maria José, da Aldeia São Francisco, na Baía da Traição, o salão é uma oportunidade para os turistas conhecerem a arte produzida na aldeia. “Quando a feira termina recebemos encomendas de vários lugares. Assim passamos o ano trabalhando de forma coletiva, tirando nosso sustento e utilizando os produtos da nossa terra como penas, conchas, sementes, côco, cabaça e madeira”, disse.

A artesã relembra a infância quando teve a oportunidade de aprender a arte com seu pai. Hoje ela repassa aos outros índios, filhos e netos que fabricam produtos como pulseiras, colares, brincos, cocá, cestas e outros derivados.

No final do corredor de exposição, a Árvore de Natal interativa, outra novidade do Salão do Artesanato, está repleta de mensagens em forma de bolas contendo opiniões sobre o evento deixadas pelos visitantes. A iniciativa visa considerar ao final do evento o grau de satisfação dos turistas para que na próxima edição o salão seja ainda melhor e com mais novidades e serviços.

Serviço - O salão fica aberto ao público até o dia 20 deste mês, de segunda a sexta-feira, das 15h às 22h, e nos sábados e domingos das 15h até às 23h. A feira é aberta ao público e a entrada é franca.