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8 de junho de 2018

Museu da Funesc recebe oratório e relógio de parede usados por José Lins do Rêgo



relogio e oratorio zelins 270x202 - Museu da Funesc recebe oratório e relógio de parede usados por José Lins do RêgoUm relógio de parede e um oratório são as mais novas peças do Museu José Lins do Rêgo, localizado na Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), em João Pessoa. Conforme Maria do Carmo Diniz, diretora do museu, os objetos foram doados por Joaquim Lins, primo do escritor paraibano.

Conforme Maria do Carmo Diniz, diretora do museu, o relógio de parede pertenceu ao avô do escritor e data do século XIX. O oratório também pertencia à família do autor de ‘Menino de Engenho’ e integravam os ambientes da casa do Engenho Corredor, em Pilar, onde Zé Lins foi criado.

“As peças têm um valor enorme para o museu. O escritor cresceu ouvindo o relógio tocar. E na infância viu as tias ao pé do oratório”,oratorio zelins1 202x270 - Museu da Funesc recebe oratório e relógio de parede usados por José Lins do Rêgo disse Maria do Carmo. Os dois objetos chegam para enriquecer o acervo, que reúne milhares de peças, fotos e documentos relacionados ao autor.

“Só em livros são mais de 5 mil volumes e mais de 400 correspondências”, destacou Carminha. O museu conta, inclusive, com manuscritos de ‘Meus verdes anos’, mobília usada por Zé Lins e o gabinete do escritor. Fundado em 1985, o museu reúne mais de 5 mil volumes, catalogados e informatizados com o acervo bibliográfico do escritor.

O equipamento, localizado na Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) abriga documentos, cartas e manuscritos de obras publicadas por José Lins do Rêgo, assim como fotografias, comendas, objetos pessoais. Também há obras de arte de Bruno Giorgi e de Ismailovitch.

museu jose lins na funesc foto de thercles silva1 270x150 - Museu da Funesc recebe oratório e relógio de parede usados por José Lins do RêgoO museu possui em seu acervo coletâneas dos 12 romances publicados pelo autor, inclusive em diversas traduções, como inglês, espanhol, francês russo e romeno. O escritório do escritor foi remontado baseado em fotos de época e mobiliado a partir das doações da família.

Também estão em exposição documentos pessoais de José Lins e de sua esposa, como passaportes, documentos que atestam homenagens e prêmios recebidos pelo autor (tanto em vida quanto após a morte) e a sua carteira de sócio do Clube de Regatas Flamengo (onde ocupou cargo de diretoria e de quem foi torcedor fanático).

O museu tem até a máquina de costura da família, onde foi feito o enxoval de José Lins (filho de seu João e Amélia do Rego Cavalcanti). O local é aberto ao público diariamente e oferece opção de agendamento de visitas para escolas da rede pública e privada.

As visitas ocorrem de segunda a sexta-feira das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30. Aos sábados e domingos, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O acesso é pelo subsolo das rampas 3 e 4.museu jose lins na funesc foto de herbert clemente1 270x202 - Museu da Funesc recebe oratório e relógio de parede usados por José Lins do Rêgo

Escritor - José Lins do Rego Cavalcanti nasceu na cidade paraibana de Pilar, no dia 3 de junho de 1901. Morreu no dia 12 de setembro de 1957, no Rio de Janeiro. Ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais renomados da literatura nacional.

Seu romance de estreia foi ‘Menino de Engenho’, em 1932. Cinco de seus livros integram o ‘Ciclo da cana-de-açúcar’, numa referência ao papel que nele ocupa a decadência do engenho açucareiro nordestino: ‘Menino de engenho’ (1932), ‘Doidinho’ (1933), ‘Bangüê’ (1934), ‘O moleque Ricardo’ (1935) e ‘Usina’ (1936).