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Municípios comemoram licitação para Centro de Oncologia de Patos

quarta-feira, 18 de julho de 2012 - 09:49 - Fotos:  Secom-PB

O anúncio feito pelo governador Ricardo Coutinho, liberando crédito de R$ 2,9 milhões para início das obras do Centro de Oncologia de Patos neste mês de agosto, gerou grande satisfação, não apenas para pacientes que são obrigados a se deslocarem para outras regiões em busca dos serviços especializados no tratamento de câncer, como também entre profissionais de saúde e gestores municipais.

A obra terá um investimento de R$ 7 milhões, recursos já previstos no orçamento da União. A secretária de saúde do município de Santa Terezinha, Izaneide Oliveira, lembrou a dificuldade dos pacientes portadores de câncer do interior paraibano, da peregrinação que enfrentam para usufruir do tratamento no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. “Nós que acompanhamos esses pacientes sentimos o quanto sofrem. Além da sensibilidade pela doença ainda são obrigados a se deslocarem nessas estradas. Após as sessões de quimioterapia e radioterapia voltam bastante debilitados para suas casas”, enfatizou Izaneide.

Autoestima – O acesso facilitado e mais próximo de um serviço de tratamento mais próximo de casa será de grande reflexo na autoestima dos doentes, estima Geruza Delfino Dantas, presidente do Grupo de Voluntárias Amigas Viva a Vida. São 29 pessoas nessa ONG que prestam solidariedade espiritual e financeira a portadores de câncer de Patos e municípios circunvizinhos.

No ano passado a entidade identificou 83 pacientes de Patos em tratamento no Hospital Napoleão Laureano. “O Centro de Oncologia de Patos é um sonho de uma luta que está prestes a ser concretizado. “Há muito sofrimento dos pacientes nesse tratamento fora do domicílio. Muitos, ao retornarem, passam mal, acabam ficando internados em Campina Grande, e outros chegam a morrer na volta para casa”, revela Gerusa, que também foi vítima da doença, teve câncer de mama.

Ela diz que o paciente não sofre apenas com os efeitos colaterais da medicação: “É um sofrimento que vai bem além da agressão da doença, há grande angústia nas filas, na falta de assistência ou de apoio nas localidades que fazem o tratamento. Por isso estamos felizes e crentes dessa importante vitória”, acrescentou.

Área reservada – O Centro de Oncologia de Patos será construído em área já reservada na parte interna do Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro. Todas as recomendações do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estão sendo cumpridas pelo Governo do Estado, que prevê a conclusão da obra em seis meses.

Reduzir o sofrimento do paciente e de sua família, melhorar sua autoestima serão resultados imediatos quando o centro entrar em funcionamento. Do ponto de vista da administração pública haverá redução de gastos gerada pela descentralização dos serviços.

Márcia Lúcia de Souza, presidente da Comissão Intergestores Regional (CIR), da 6ª Gerência de Saúde, revela que pacientes também comemoraram a notícia de abertura da licitação para a construção do Centro. “Será o maior prêmio para todos esses pacientes. Acredito que tenhamos hoje 200 em tratamento na região de Patos. Eles enfrentam muito constrangimento por essa situação que são obrigados a enfrentar, de ter que buscar tratamento longe de casa, muitas vezes sem receberem o apoio devido, uma forma humilhante de usufruir de seu direito, algo previsto em nosso Sistema Único de Saúde”, avalia Márcia.

Licitação – A abertura do processo de licitação para escolha da empresa que construirá o centro foi oficializada no Diário Oficial do Estado do último sábado (14), que também trouxe uma portaria conjunta das Secretarias de Planejamento e Gestão e da Saúde transferindo para a Superintendência do Plano de Obras do Estado (Suplan) o montante de R$ 2,9 milhões para início das obras.

A construção do Centro de Oncologia será possível graças a uma parceria do Governo da Paraíba com o Ministério da Saúde, a partir de prioridades definidas pelo governo paraibano. O centro vai contribuir com a implantação da Rede de Atenção em Oncologia do Estado, permitindo que a população de 89 municípios do alto Sertão passe a realizar em Patos diagnóstico, tratamento e reabilitação, não precisando se dirigir a Campina Grande ou João Pessoa, onde se encontram atualmente os dois únicos centros de oncologia, com hospitais filantrópicos conveniados com o SUS.