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18 de maio de 2012

MS afirma que Paraíba reduziu em 86% o número de casos graves de dengue



Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde constatou que os casos graves de dengue caíram 86% na Paraíba nos quatro primeiros meses de 2012, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registrados até o momento, 19 casos contra 124, em 2011. Entre janeiro e abril de 2011, foram registrados três óbitos. Em 2012, no mesmo período, ocorreram duas mortes no Estado. O número de óbitos por dengue no Brasil caiu 84% nos quatro primeiros meses de 2012 em comparação ao mesmo período de 2010.

As ações de prevenção realizadas pelo Governo do Estado foram os principais motivos para a redução dos casos da doença. A gerente Executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Júlia Vaz, lembrou o trabalho  preventivo começou desde o último trimestre do ano passado  junto as escolas por meio do projeto “ Olimpíada de combate Dengue”, cujo alvo foi as crianças de 7 a 10 de idade. Ela explicou que o material do  projeto consta de um jogo de tabuleiro, um quebra-cabeça e um jogo da memória, todos enfocando as formas de prevenção e combate a doença.

“São jogos educativos que estimulam condutas  e comportamentos corretos para o combate ao vetor da dengue, além de promover a educação para a adoção de formas de prevenção e controle da doença”, explicou  Júlia Vaz, ao destacar que a ação já contemplou vários municípios paraibanos.

Outra ação de caráter preventivo destacada por Júlia Vaz foram as capacitações realizadas nos 223 municípios paraibanos, onde os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) foram treinados sobre manejo clínico da dengue (que são as formas de atender e tratar o paciente)  e a  classificação de risco. “São condutas que evitam que o paciente evolua para um quadro mais grave”, comentou.

A “prova do laço” foi mais uma ação desenvolvida e intensificada pelo  Governo do Estado junto aos 223 municípios paraibanos. Essa técnica é usada para que seja dado um pré-diagnóstico dos casos suspeitos de dengue. Valendo-se de instrumento feito de cartolina e com diâmetro de 2,5 centímetros quadrados o profissional de saúde coloca o objeto no antebraço e  abaixo cotovelo do paciente e conta quantas pintinhas vermelhas têm dentro do quadrado. Se forem contadas 20 ou mais no adulto, o resultado é considerado positivo para dengue e na criança a quantidade de pintinhas é de 10 ou mais.  “Somando-se a tudo isso temos que destacar o esforço dos municípios e da própria população na realização de ações e  na adoção de medidas preventivas”, destacou Júlia Vaz.

Ela  explica que algumas medidas  preventivas simples devem ser adotadas pela população, como tampar as caixas d’água; guardar os pneus em local coberto e seco; não deixar que as garrafas acumulem água, colocando-as sempre com a boca para baixo; observar sempre as calhas, para ver se existe água acumulada, e colocar areia nos pratos das plantas. “ Nossa maior arma contra a dengue é a prevenção, ou seja, temos que eliminar os criadouros. A prevenção se faz de forma simples, mas eficaz”, afirmou Júlia Vaz.

De acordo com Júlia Vaz, o  agente ambiental realiza um papel importante com a identificação e destruição dos criadouros do mosquito,  ao mesmo tempo em que orienta as pessoas a tomarem as medidas de prevenção da doença, mas é preciso que o morador ajude o agente mostrando os locais onde exista a possibilidade do mosquito se reproduzir e, ao identificar esses locais, o agente deve fazer a destruição do criadouro ou colocar o praguicida para matar a larva do mosquito.

Últimos dados – De acordo com o boletim divulgado segunda-feira (14) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), no período que compreende até 11 de maio, foram notificados 3.201 casos, uma redução de 63,3% em comparação com o mesmo período de 2011, onde houve notificação de 8.702 casos. Outro ponto de destaque é o atual Coeficiente de Incidência, que apresenta o número de 67,5 casos para cada cem mil habitantes, o que, segundo o Ministério da Saúde, é um índice baixo.

Dos 3.201 casos notificados este ano, 657 já foram descartados e outros 1.934 estão em investigação; 610 casos foram confirmados, sendo 571 de dengue clássica; 26 de dengue com complicações e 13 de febre hemorrágica da dengue. Não houve nenhum óbito por dengue.