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1 de junho de 2011

MP visita Hemocentro para conhecer laboratório da paternidade e traçar estratégias de trabalho



O Hemocentro da Paraíba, pioneiro na realização de exames de DNA que comprova a paternidade ou maternidade, recebeu na tarde desta quarta-feira (1º) a visita da promotora de Justiça Nara Torres Lemos, que coordena o Projeto “Nome Legal” do Ministério Público Estadual.  Recentemente a Secretaria de Estado da Saúde (SES) firmou uma parceira com o MP para a realização de exames para confirmação de paternidade dentro do projeto instituído pelo Ministério Público.

A promotora afirmou que veio conhecer as instalações do Laboratório de Biologia Molecar e Paternidade do Hemocentro da Paraíba como também definir as formas de como serão feitos os encaminhamentos e os dias para a realização das coletas. “Nós temos boas referências sobre esse laboratório e por isso achamos por bem firma essa parceria”, comentou Nara Torres. Ao final da visita, a promotora elogiou o serviço e disse não ter dúvidas de que esta parceria trará bons frutos para as duas instituições e principalmente para a sociedade.

A coordenadora do laboratório, Crisemy Benício, garantiu que será dado todo apoio técnico para a realização do exame que define a paternidade por meio do exame de DNA. Ela explicou que mensalmente são realizados 580 exames para definição de paternidade, sendo 460 oriundos da Vara da Família e 120 do Ministério Público. Segundo a coordenadora, toda a tramitação, desde a realização do exame até a decisão na esfera judicial, pode durar 30 a 60 dias.

O laboratório conta com dois bioquímicos, dois biomédicos, dois enfermeiros, um auxiliar administrativo, um digitador e uma enfermeira. Os exames são realizados nas segundas e terças-feiras o dia todo e na quarta pela manhã. Crisemy Benício explicou que para agilizar ainda mais os serviços, principalmente no que diz respeito à liberação dos laudos, a Secretaria de Estado da Saúde está adquirindo programas de software e outros recursos tecnológicos. Para a confirmação da paternidade, atualmente o laboratório usa a técnica do PCR (Reação de Cadeia do Polimerase), que vem sendo utilizada com confiabilidade e exatidão nos resultados.

Ela explicou que a coleta de sangue é feita pela “pulsão digital”, uma das técnicas mais avançadas. São coletadas duas amostras de sangue do suposto filho, duas do suposto pai e uma da mãe e colocadas em um cartão semelhante ao usado no teste do pezinho. Logo em seguida é feita a extração do DNA para confirmação do vínculo genético e determinação do pai biológico.

Essa técnica é usada por instituições forenses e de pesquisas e por laboratório de diagnóstico para DNA nos Estados Unidos e na Europa, pelo FBI (Polícia Americana), Biobank, no Reino Unido e Polícia Francesa, e no Brasil pelo Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo  (Imesc), Fiocruz, USP, Unicamp, UFRS e Hospital das Clínicas do Paraná, sendo que esses dois últimos são referências.