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7 de outubro de 2016

“Momento Agevisa” reforça campanha Outubro Rosa com informações sobre o câncer de mama



Como parte da Campanha “Outubro Rosa”, iniciada pelo Governo do Estado na última segunda-feira (3), a Agência Estadual de Vigilância Sanitária está dedicando todas as edições do programa “Momento Agevisa” deste mês de outubro à prestação de esclarecimentos à população, especialmente às mulheres, sobre as causas, as estatísticas e as formas de prevenção e tratamento do câncer de mama. O programa “Momento Agevisa” vai ao ar todas as quintas-feiras, entre as 6h e 7h da manhã, dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM 1.110 e FM 105.5).

Na edição de quinta-feira (6), a diretora-geral da Agevisa/PB, Glaciane Mendes, alertou a população para a importância da atenção especial ao problema do câncer de mama, lembrando que até o final de 2016 podem ser registrados no Brasil 57.960 novos casos de câncer de mama, segundo expectativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Glaciane Mendes observou que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres brasileiras (e do mundo como um todo), e responde anualmente, no Brasil, por aproximadamente 25% dos casos novos, sendo mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País.

“Segundo dados do Inca, o câncer de mama tem origem na multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor, havendo vários tipos; alguns com desenvolvimento rápido e outros mais lentos”, informou a diretora da Agevisa/PB. Ela lembrou que, para enfrentar o problema, o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Causas – De acordo com a diretora-técnica de Ciência, Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa/PB, Helena Lima, várias são as causas do câncer de mama, sendo a idade um dos mais importantes fatores de risco para a doença. “Segundo o Inca, em cada cinco casos, cerca de quatro ocorrem em mulheres com mais de 50 anos”, ressaltou.

Helena Lima informou também que outros fatores que elevam o risco do câncer de mama estão ligados à história reprodutiva e hormonal, a históricos genéticos e hereditários e também a questões de ordem ambiental e comportamental como obesidade e sobrepeso após a menopausa; sedentarismo (falta de exercícios físicos), consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações tipo Raio-X.

Os fatores da história reprodutiva e hormonal, segundo ela, estão relacionados às seguintes situações: ocorrência da primeira menstruação antes dos 12 anos de idade;primeira gravidez após os 30 anos;não ter filhos;não amamentar;parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos de idade; uso de contraceptivoshormonais (estrogênio-progesterona), e realização de reposição hormonal pós-menopausa,principalmente por mais de cinco anos.

Quanto aos fatores genéticos e hereditários, que são responsáveis por 5 a 10% do total de casos de câncer de mama, a diretora-técnica enumerou as seguintes situações: história familiar de câncer de ovário;casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos de idade;história familiar de câncer de mama em homens, e alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2. Conforme dados do Inca, a mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama. “Mas isso não quer dizer que ela necessariamente terá a doença”, explicou Helena. E acrescentou: “Homens também podem ter câncer de mama, mas somente 1% do total de casos é diagnosticado em pessoas do sexo masculino”.

Sinais e sintomas –Para prevenir o câncer de mama, conforme Helena Lima, é importante que as mulheres observem suas mamas cotidianamente para verificar se há pequenas alterações mamárias. Segundo ela, os principais sinais e sintomas que podem indicar a ocorrência do câncer de mama são os seguintes: caroço (nódulo) fixo, endurecido e geralmente indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço, e saída espontânea de líquido dos mamilos.

“Ao verificar a presença de um desses sintomas ou de outras alterações persistentes nas mamas, a mulher deve procurar imediatamente um serviço médico para avaliação diagnóstica”, aconselhou a diretora-técnica da Agevisa/PB. Ela observou, entretanto, que nem toda alteração significa a presença do câncer de mama.

Como prevenir –Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como a prática regular de atividades físicas e também da alimentação saudável; a manutenção do peso corporal adequado; a abstinência ao consumo de bebidas alcoólicas e a amamentação.

Campanha estadual –Até o dia 31 deste mês de outubro, o Governo do Estado, por meio do Centro do Diagnóstico do Câncer (CEDC), está oferecendo atendimento às mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. O serviço inclui mamografias, coletas de citopatológico do colo do útero e consultas com mastologista.

O CEDC, conforme a diretora-geral Roseane Machado, tem estrutura para receber toda a demanda do Estado (incluindo laboratórios de citologia e patologia que auxiliam na confirmação do diagnóstico),e conta com profissionais qualificados para realizar todos os procedimentos especializados. Em agosto deste ano, segundo ela, o Governo do Estado inaugurou no CEDC o Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba, adquirindo, para isso, um mamógrafo totalmente digital, de alta tecnologia e definição da imagem mamográfica.

Durante entrevista concedida por ocasião do lançamento da edição 2016 da Campanha “Outubro Rosa”, na manhã de segunda-feira (3), a diretora-geral do CEDC comentou: “O Serviço de Diagnóstico Mamário é um diferencial importante para o Estado. A mulher faz, em um mesmo lugar, sua consulta especializada [mastologista], sua mamografia e a ultrassonografia mamária. Além disso, a paciente pode realizar o procedimento necessário para o diagnóstico precoce do câncer de mama e encaminhar para o Laboratório de Patologia/Citopatologia, também no CEDC, o material para ser analisado. Isso tudo reduz sobremaneira o percurso diagnóstico e terapêutico da mulher dentro da Rede SUS”.

Saúde da Família –Para se prevenirem do câncer de mama, as mulheres devem procurar as Unidades de Saúde da Família mais próximas das suas residências. Feitos os exames, e sendo verificadas alterações, elas serão encaminhadas para o CEDC para o atendimento e encaminhamentos devidos. O exame clínico deve ser feito anualmente em mulheres com idade a partir dos 40 anos. Já a mamografia deve ser realizada, no máximo a cada dois anos, em mulheres com idade entre 50 e 69 anos.

Estes procedimentos, conforme o Governo do Estado, são importantíssimos, pois, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), somente em 2015 foram registrados 244 óbitos ocasionados por câncer de mama na Paraíba, sendo a maioria das vítimas (129 óbitos) pertencentes à faixa etária de 50 a 69 anos. Neste ano de 2016, até o momento, já foram registrados 160 óbitos.

Serviço – O Centro do Diagnóstico do Câncer (CEDC) está localizado na Avenida Duarte da Silveira, nº 590, no Centro de João Pessoa/PB, podendo os interessados receberem informações complementares por meio do telefone (83) 3218-5369.