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4 de maio de 2009

Ministério sugere quarentena a casos monitorados de gripe A



Os dois pacientes da Paraíba foram enquadrados como casos em monitoramento de Gripe A (H1N1), pelo Ministério da Saúde, e, portanto, podem, segundo o protocolo do MS, ser mantidos em ‘quarentena domiciliar voluntária’.

O professor de 31 anos que estava internado no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, já teve alta médica na manhã do último sábado. Já a babá de 22 anos, que está no Hospital Regional de Patos, será avaliada nesta terça-feira (5) e também pode sair da unidade hospitalar.

Segundo a gerente de Respostas Rápidas da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Diana Pinto, os dois pacientes não são considerados casos suspeitos, porque não tiveram febre alta aferida em mais de 38 graus.

“A precaução foi tomada porque a babá havia chegado recentemente de uma área de risco (Estados Unidos) e o professor tivera contato com um americano que passara por países com registro de casos da doença. A orientação do Ministério da Saúde é que essas pessoas sejam monitoradas e isso pode ser feito em domicílio. Um caso monitorado só está sujeito à internação se apresentar quadro clínico para isso, ou seja, se houver necessidade de tratamento hospitalar”, explicou.

O médico Denilson Alencar, que está acompanhando a paciente de Patos, disse que o estado de saúde dela é estável e que de todos os sintomas de gripe, só a tosse persiste.

“Queríamos que ela permanecesse em observação até completados os 10 dias recomendados ou até que saia o resultado do exame, mas ela está tão bem que vive pedindo para sair do hospital. Estamos avaliando essa possibilidade e, dependendo da evolução do quadro clínico, podemos liberá-la nesta terça-feira”, disse.

Os casos – A paciente foi incluída como caso a ser monitorado, porque esteve nos Estados Unidos, recentemente. Ela é babá de crianças de uma família de Patos e desembarcou no aeroporto internacional de Recife no último dia 22, juntamente com a família, seguindo para Patos. Na quinta-feira seguiu para Pombos (PE), para casa de seus familiares, começando a apresentar sintomas de gripe no dia seguinte. A paciente foi internada no Regional de Patos, na noite da última terça-feira (28).

Já o professor foi internado no HU, em João Pessoa, na última quinta-feira (30), com sintomas de virose. Ele teve contatos com um americano nos dias 18 e 25, que apresentava sintomatologia de gripe e havia passado por Miami, Cuba e México, recentemente. Como o americano não era um ‘caso suspeito’, o professor foi enquadrado apenas como caso monitorado e está em quarentena domiciliar voluntária.

Medicamentos – A SES recebeu do Ministério da Saúde, na noite da última quinta-feira (30), 200 comprimidos de fosfato de oseltamizir, o anti-viral recomendado para o tratamento da gripe A.

“Ainda estamos aguardando um novo protocolo do Ministério da Saúde, mas pelo último a quantidade é suficiente para tratar 20 pessoas. Encaminhamos quatro tratamentos completos para o hospital de referência, o HU, e o restante está na SES, para ser distribuído conforme a necessidade”, explicou Diana Pinto.

Procedimentos em relação aos casos em monitoramento:

• Notificar imediatamente os casos em monitoramento à Secretaria de Saúde Municipal e/ou Estadual e/ou pelo e-mail: notifica@saude.gov.br. Também já disponível no link do site da Secretaria de Vigilância em Saúde

• Coletar amostras de sangue e de secreção respiratória, se disponível, segundo protocolo de investigação epidemiológica.

• Não está recomendada a internação hospitalar nem tratamento específico contra a Influenza A (H1N1).

• Adotar quarentena domiciliar voluntária e:

– Utilizar máscara cirúrgica descartável.

– Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

– Evitar tocar olhos, nariz ou boca.

– Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

– Manter o ambiente ventilado.

– Evitar contato próximo com pessoas.

• Adotar monitoramento clínico diário até o 10º dia do início dos sintomas, conforme protocolo de investigação epidemiológica. Até esse período:

– Caso apresente os sintomas de acordo com a definição de caso suspeito considerar como caso suspeito.

– Caso não apresente os sintomas de acordo com a definição de caso suspeito ou tiver outro diagnóstico, considerar descartado.

Fonte: Ministério da Saúde