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Melhoria da qualidade das amostras biológicas é tema de oficina no Lacen-PB

quarta-feira, 18 de março de 2015 - 15:52 - Fotos:  RICARDO PUPPE

O Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) promoveu nesta quarta-feira (18), no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor), em João Pessoa, uma oficina de melhoria da qualidade das amostras biológicas. Participaram profissionais dos Hospitais Edson Ramalho, Emergência e Trauma, Arlinda Marques, Clementino Fraga, Napoleão Laureano, Ortotrauma e Hospital Universitário; das Maternidades Frei Damião e Cândida Vargas e das Unidades de Prontoatendimento (UPA), dos bairros do Valentina e de Manaíra, todos na Capital, além de mais 24 municípios, da 1ª Gerência Regional de Saúde (GRS).

“O objetivo da oficina é garantir a qualidade dos resultados dos exames, minimizando as não conformidades  na fase pré-analítica, quando são detectados 70% dos erros dos resultados de exames”, disse a chefe do Núcleo de Controle das Qualidades do Lacen-PB, Lúcia Cristina de Aguiar.

Mário Fontoura é coordenador do Laboratório da Saúde Indígena, em Baía da Traição, o primeiro do país. Ele disse que a unidade atende 12.900 índios, de 34 aldeias de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto. “Como estamos reestruturando o laboratório, é muito importante essa parceria com o Lacen para onde enviamos as amostras dos exames imunológicos (HIV, hepatites, toxoplasmose) e, dessa forma, garantimos às gestantes todos os exames solicitados”, falou.

Outra participante do evento é a coordenadora do Núcleo de Epidemiologia da Maternidade Cândida Vargas, na Capital, Delza Maria Pereira. Segundo ela, a maternidade envia ao Lacen as coletas para exames de sífilis, HIV, hepatites e teste do pezinho. “Esta oficina serve também para fortalecer a parceria e quem ganha com isso é a população, para quem o serviço é prestado”, declarou.

Um dos temas da oficina é o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), sistema informatizado desenvolvido pelo Datasus/MS para os laboratórios de saúde pública que realizam exames de notificação compulsória das amostras de origem humana, animal e ambiental de média e alta complexidades.

O biomédico e coordenador do laboratório do Hospital Napoleão Laureano, Herbet Monteiro, informou que a unidade ainda não tem o sistema. “Nós vamos implantar o GAL, que vai permitir ao Laureano o acompanhamento da análise dos exames pelo Lacen, e, dessa forma, tomar providência o mais rápido possível, caso o material enviado seja insuficiente ou inadequado. Com isso os exames serão agilizados”, disse.

O Lacen-PB capacita, neste primeiro momento, profissionais da 1ª GRS, com sede em João Pessoa. A intenção é realizar a oficina para todas as 12 Gerências do Estado.