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Média mensal passa de 9 mil atendimentos no Trauma de Campina

sexta-feira, 8 de julho de 2011 - 10:57 - Fotos:  Antonio David/Secom-PB

Nos primeiros 6 meses deste ano, o Hospital Regional de Emergência e Trauma de Campina Grande atendeu 55.501 pessoas, média mensal de 9.251 pacientes. Em comparação ao mesmo período de 2010, foram 3.156 atendimentos a mais.

Das 8.420 pessoas atendidas no mês de junho, 671 foram vítimas de acidente de moto, 20% de todo atendimento no hospital. A unidade hospitalar ainda registrou 58 atendimentos a pessoas vítimas de facadas, 64 por tiro, 71 vítimas de acidente de carro, 115 por queimaduras, 22 por acidente de bicicleta, 59 por atropelamento e 686 foram atendidas por cortes e outros acidentes.

Referência em Traumatologia, a direção do hospital está preocupada com o seu desvirtuamento, pois o número de pessoas que necessitam de atendimento ambulatorial continua alto.

O diretor técnico do hospital, Flawber Cruz, afirmou que a nova proposta que está sendo implantada no atendimento está baseada no Programa Nacional de Humanização, estratificando o paciente de acordo com a gravidade da doença por quatro cores.

A classificação é feita da seguinte forma: ficha vermelha, que determina atendimento imediato (parada cardíaca, arma de fogo ou arma branca); a ficha amarela, que demanda até 25 minutos (crise asmática grave, infarto do miocárdio ou um pico hipertensivo grave) e para os casos de menor complexidade, utiliza-se a ficha verde, que demanda até 4 horas até o atendimento (dor de cabeça, desidratação leve e febre). Já com a ficha azul, que é eminentemente ambulatorial, o paciente pode ser atendido em até 24 horas.

O Hospital de Emergência e Trauma é referência para 173 municípios paraibanos e atende também pessoas dos Estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Também cresce número de cirurgias

Entre os meses de janeiro e maio deste ano, o hospital realizou 2.219 cirurgias, 463 á mais em relação a 2010. O diretor técnico Flawber Cruz disse que, totalizando com o mês de junho, a média mensal de cirurgias atingiu a 500, um número que deve aumentar para 700 cirurgias, de acordo com suas previsões.

Na primeira semana de junho, o Hospital Regional contratou 20 técnicos de enfermagem e 15 enfermeiros em caráter de urgência em função do aumento de salas cirúrgicas. No antigo prédio, existiam apenas três, mas agora são seis salas para cirurgia.

A unidade hospitalar conta atualmente com 150 enfermeiros, 450 técnicos de enfermagem, 48 fisioterapeutas, 30 assistentes sociais, 25 psicólogos e 1.500 funcionários técnico-administrativos.

A coordenadora de enfermagem, Aline Carvalho, responsável pela análise dos currículos profissionais, aguarda liberação da Secretaria Estadual de Saúde para efetuar novas contratações até o final do ano.

A nova unidade hospitalar é exclusiva para o trauma de urgência e emergência clínicas e pediátricas como tiro, facada, acidentes de carro e moto, pneumonia grave e infecções abdominais graves.

O diretor geral do Trauma, Geraldo Medeiros, disse que foi criado um plantão presencial de radiologistas com a implantação do serviço de imagem. O setor tem tomógrafo de alta resolução, dois aparelhos de Raios-X e um serviço de endoscopia digestiva e respiratória.