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Marco Antonio Coutinho defende normativas para os Centros Históricos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 - 20:41 - Fotos: 
“Me sinto animado em poder trabalhar em parceria com as prefeituras e a Copac (Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa), no sentido de realizar um trabalho onde a base é a educação patrimonial. Ao lado disso, temos a missão de criar uma normativa única para todos os Centros Históricos tombados na Paraíba”. Desta forma, o arquiteto Marco Antônio Coutinho defendeu as diretrizes da sua missão à frente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep), órgão em que tomou posse na tarde desta sexta-feira (7), em um evento realizado Casarão do Azulejo, sede da Secretaria de Cultura do Estado, no Centro de João Pessoa.

Primeiro arquiteto a dirigir o órgão nos seus 40 anos de existência, Marco Antonio Coutinho revelou que sua paixão pelo patrimônio começou na época que era aluno de Arquitetura da UFPB, durante as aulas de história. “E, já como estagiário da Comissão do Centro Histórico, participei da recuperação dessa edificação, que é tão significativa para o Centro Histórico de João Pessoa”, revelou o diretor.

Já o secretário da Cultura do Estado, Chico César, afirmou que este é um momento novo, de inventividade, criação e libertação. “É um tempo que exige soluções, resolutividade nas ações; da gente trabalhar para melhorar a vida das pessoas, possibilitar o usufruto coletivo deste patrimônio por nós e as gerações futuras”, disse. Sobre o novo diretor do Iphaep, Chico César revelou que "Marco Antonio é talhado para exercer este cargo, onde estamos olhando nos olhos dos parceiros e da população e colaborando para ampliar um trabalho de preservação que já tem 40 anos. Afinal, história e cultura têm um quê de utopia”.

Umbelino Peregrino de Carvalho, representante do Iphan na Paraíba, lembrou da importância da educação patrimonial para oferecer aos cidadãos a possibilidade de conhecer sua história, além de preservar os seus bens culturais em direção ao futuro. Para ele, o trabalho preservacionista se assemelha a um sacerdócio, “onde, mesmo em condições adversas, nunca se abandona a vontade de preservação”, concluiu.