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Maranhão vê transposição do São Francisco e parcerias com Igreja

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 - 16:25 - Fotos: 

O Governo do Estado está interessado em ampliar as parcerias com a Igreja Católica, principalmente com relação às áreas de turismo religioso, educação e ações sociais em apoio às famílias necessitadas. Foi o que acertaram na manhã desta sexta-feira (3), durante encontro da Granja Santana, o governador José Maranhão e os bispos das cinco Dioceses que formam a Província Eclesiástica da Paraíba.

No encontro, que serviu como confraternização de final de ano, foi discutida uma série de ações dirigidas à concretização do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco, que se encontra em execução e, conforme a programação, terá a primeira etapa inaugurada em menos de dois anos.

Na ocasião, estavam presentes dom Aldo di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba; dom Matias Patrício de Macedo, da Diocese de Campina Grande; dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, bispo de Guarabira; dom Manoel dos Reis de Farias, bispo de Patos; dom José González Alonso, bispo de Cajazeiras, além dos monsenhores Nereudo Freire e Ednaldo Araújo dos Santos e os secretários do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Francisco Sarmento; Lena Guimarães, da Comunicação, e padre Nilson Nunes, executivo do Desenvolvimento Humano.

Parcerias – Segundo o governador José Maranhão, em todos os campos em que for possível, de forma legal, o Governo do Estado estará aberto a fazer parcerias com a Igreja. Ele considerou o setor do turismo como sendo um segmento importante da economia que garante oportunidades de trabalho e de renda. “Temos um grande potencial neste setor porque ainda não foi devidamente explorado. Podemos ter parceria na educação, onde a igreja exerce uma influencia muito forte, sempre com a visão de que este ponto de vista é válido em relação a qualquer religião, até porque o Estado brasileiro é laico”, comentou.

“No campo do social tem um grande leque para se expandir porque as religiões têm essa sensibilidade até pela sua própria vida”, comentou. Sobre as obras de transposição, disse que durante a reunião foi feita uma explanação dos trabalhos que o Governo do Estado está realizando para a sua concretização.

Posição da Igreja – Dom Aldo Pagotto, que preside o Comitê Estadual das Bacias de Transposição de Águas do São Francisco e falou em nome dos demais bispos que atuam nas dioceses paraibanas, disse que era preciso uma maior organização local no sentido da gestão do manancial, discutir ainda mais as funções que as águas terão depois de chegar no território da Paraíba.

“Não temos poder de decisão, mas de mobilização e tudo o que nos interessa é a distribuição destas águas. Precisamos nos organizarmos de tal modo que nos municípios os gestores se reúnam e se preparam com a população para que estejam avisada que estas águas vão trazer grandes benefícios, gerarão recursos financeiros e comunitários com a geração de ocupação de renda tão necessário para fixação das pessoas nos seus locais”, explicou.

Inclusão social – Acha que as parcerias são salutares e ajudam no processo de inclusão social. Sobre as obras de transposição da águas do Rio São Francisco, disse ter conhecimento de que mais oito mil pessoas estão trabalhando na sua execução.  “A redenção da Paraíba depende muito da questão da energia e da água”, disse.

Sobre a proposta do governador em incrementar ainda mais o turismo religioso, o arcebispo disse que era outro setor importante e carece de incentivo. “Nossa Paraíba tem prodigiosamente essa oferta de locais aprazíveis que precisam ser explorados”, comentou dom Aldo.

Informou que a visita dos bispos se deve, também, a cordialidade entre a Igreja Católica e o Governo do Estado. “Sempre que podemos, fazemos essas visitas para existir essa sintonia entre o poder espiritual e o pode temporal. É uma visita cordial do episcopado da Paraíba ao senhor governador”, disse.

Lembrou que o relacionamento entre a Arquidiocese e a administração estadual continua muito bom. “O poder temporal e o espiritual devem continuar de braços dados. Devemos demonstrar uma grande sintonia porque o que nos interessa é o desenvolvimento total da Paraíba”, defendeu.
 

José Nunes, com fotos de Mano de Carvalho, da Secom-PB