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Maranhão: reconstrução da PB-325 é pacto moral com Catolé e região

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 - 19:08 - Fotos: 
O governador José Maranhão assinou no final da tarde desta sexta-feira (22), a ordem de serviço para reconstrução do trecho da rodovia PB-325 que liga o município de Catolé do Rocha a Patu, na divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte. A obra está orçada em R$ 5.667.398,40 e vai beneficiar mais de 28 mil moradores da região. Ele também assinou o termo de cessão de uso do imóvel e dos equipamentos da Maternidade Sílvia Mariz, para que seja reaberta e possa também beneficiar toda a população.

Maranhão chegou a Catolé do Rocha por volta das 11h da manhã. Ele seguiu em comitiva para visitar o trecho da PB-325 que vai ser reconstruído e logo depois concedeu entrevista à Rádio Panorama FM. No final da tarde, na Escola Francisca Mendes, foi assinada a ordem de serviço para reconstrução da rodovia e o termo de cessão da maternidade.

Compromisso – Durante entrevista, Maranhão falou do compromisso que seu governo tinha com o município e toda a região do Semi-árido. “Estivemos aqui na ‘Caravana da Reconstrução’ e agora retornamos para dizer que naquela época não tínhamos um discurso de oposição e sim um pacto, um compromisso moral e administrativo com a região. Hoje retornamos para assinar a ordem de serviço e reconstruir a rodovia”, comentou.      

O Governo do Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), vai recuperar 18,3 quilômetros de rodovia estadual PB-325. A obra começa a ser executada imediatamente e a previsão de conclusão é para setembro deste ano. A empresa Afasa Construção e Comércio Ltda. ganhou a concorrência e está encarregada pela  realização dos serviços.

O ex-prefeito de Catolé do Rocha, José Otávio Vasconcelos, ressaltou a importância da recuperação da estrada para os comerciantes e moradores do município. “A rodovia é uma via de escoamento da produção e transporte de equipamentos para cidades do Rio Grande do Norte e todo o resto do País. O governador assumiu um compromisso quando esteve no município durante a ‘Caravana da Reconstrução’ e agora está honrando com sua palavra”, concluiu.   

Já o deputado estadual Gervásio Maia falou que muitos estudantes utilizam a estrada diariamente e a falta de segurança e as péssimas condições do asfalto dificultam o transporte até a cidade de Patu. “Com a restauração, os estudantes de Catolé do Rocha e região que utilizam a rodovia estadual poderão circular com mais tranquilidade e rapidez”, afirmou.

Nova PB-325 beneficiará mais de 28 mil pessoas

A recuperação da rodovia estadual vai beneficiar mais de 28 mil habitantes que vivem no município de Catolé do Rocha, na região semi-árida paraibana. O trecho da PB-235 que será reconstruído foi pavimentado em 1987. O superintendente do DER, Solon Diniz, explicou que a camada de asfalto já está desaparecendo por falta de manutenção da rodovia. “A pavimentação de uma rodovia dura em média oito anos. Vamos verificar o que pode ser aproveitado”, concluiu.

No trabalho de reconstrução da estrada serão realizados os seguintes serviços: colocação de uma camada de base em toda a extensão do trecho, recuperação e limpeza do sistema de drenagem, roçada manual, recapeamento da pista de rolamento em concreto asfáltico e dos acostamentos em tratamento superficial duplo, além da sinalização horizontal e vertical.

Usuários – O motociclista Bruno Gonzaga mora em Catolé do Rocha e utiliza a rodovia duas vezes por semana. “Gasto uma hora até a cidade de Patu e com a reconstrução da estrada terei uma economia de tempo e de combustível, além de evitar riscos de acidentes por causa dos desvios no percurso”, comentou.    

Já o taxista Sandoval Pereira disse que estava feliz com a reconstrução do trecho até a cidade de Patu, já que diariamente faz o trajeto para o município de Catolé do Rocha. “Estou esperando essa recuperação da rodovia há três anos. Gasto mais de uma hora num percurso que antes fazia em 20 minutos”, explicou.    
 
Estado investiu R$ 31 milhões na recuperação de rodovias
 
Na Paraíba existem cerca de cinco mil quilômetros de estradas, e metade delas ainda é de terra batida. Em 2009, o Governo do Estado conseguiu recuperar 90% das vias asfaltadas e nesses serviços foram investidos cerca de R$ 31 milhões em recapeamento, limpeza, drenagem, roçada manual e serviços de tapa buraco. Os recursos vieram do Tesouro Estadual.

A operação ‘Tapa Buraco’, iniciada em maio do ano passado pelo DER, está conseguindo recuperar os trechos de menores extensões, enquanto que percursos maiores ficam sob a responsabilidade de empresas contratadas. Atualmente, essas empresas fazem a pavimentação em cinco trechos, restauração de outros oito pontos de rodovias, mais a construção de três pontes e um aeródromo. Ao todo, são 19 áreas da malha rodoviária estadual em obras.

Pontes concluídas – Solon disse que a Ponte da Batalha e outra sobre o Rio do Peixe, ambas ligando os municípios de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo, já foram concluídas e o transporte de carros e carretas liberado. “Esse trecho estava interditado quando assumimos o órgão e os moradores precisavam fazer um grande desvio para chegar ao outro município. Era um grande transtorno”, explicou.

Confira, a seguir, os serviços que estão sendo executados e respectivos trechos de rodovias na Paraíba:

Duplicação – BR-230: João Pessoa/Campina Grande.
Pavimentação – PB-071: Jacaraú/Divisa PB-RN; PB-214: Sumé/Congo; PB-312: Entrada BR-362/Emas; acessos ao Cristo Redentor de Itaporanga e à indústria Guaraves, em Guarabira.
Restauração – PB-057: Mamaguape/Araçagi; PB-087: Pilões/Areia; PB-325: Catolé do Rocha/Divisa PB-RN (Patu); PB-306: Maturéia/Princesa Isabel; Acesso Oeste ao Terminal Rodoviário de João Pessoa; Ponte sobre o rio Paraíba, em Itabaiana; Ponte da Batalha (Santa Rita/Cruz do Espírito Santo); Ponte sobre o rio Preto (Santa Rita/Cruz do Espírito Santo).
Em construção – Ponte sobre o rio da Cruz, em Patos; Ponte de Fagundes (BR-230/ Fagundes); Ponte de Aguiar (Aguiar/Coremas); Bueiro de Carrapateira (Carrapateira/São José de Piranhas) e Aeródromo de Cajazeiras.

Gledjane Maciel, com fotos de Manodecarvalho, da Secom-PB