Fale Conosco

24 de julho de 2009

Maranhão e Lula inauguram terça-feira a duplicação da BR-230



A inauguração da duplicação da BR-230, no trecho de 127 quilômetros que vai de João Pessoa a Campina Grande, vai ocorrer na próxima terça-feira (28), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador José Maranhão, além de diversas outras autoridades. A via é considerada a ‘espinha dorsal’ da economia da Paraíba, uma vez que corta o Estado de Cabedelo a Cajazeiras e por ela é intenso o tráfego de veículos particulares, ônibus, caminhões e motos, no transporte de passageiros e de cargas.

A obra custou um total de R$ 261 milhões, dos quais 90% foram repassados pelo Governo Federal através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e 10% corresponderam à contrapartida do Governo do Estado. A execução foi delegada ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER). A primeira etapa – com 81 quilômetros de extensão – foi iniciada em junho de 1999 e a segunda (com 46 quilômetros de Café do Vento a Cajá) começou em 2006. Ao todo, foram duplicados 127 quilômetros, recuperado e recapeado todo o trecho antigo, construídas três passarelas (duas em Santa Rita e uma Santa Terezinha, em Campina Grande). Foi feita uma nova ponte sobre o Rio Paraíba e ampliada a existente.

Quinze mil veículos/dia – O diretor superintendente do DNIT na Paraíba, Expedito Leite, avalia que a duplicação era uma obra muito esperada pelos paraibanos, porque todo o fluxo (15 mil veículos por dia) que corta o Estado passa pela rodovia, sendo uma via de grande importância para o escoamento da produção. Ele disse que desde o começo houve ampliação dos negócios com a instalação de novos postos de combustíveis. E, especialmente no trecho concluído recentemente, foram beneficiados diretamente os municípios de João Pessoa, Sapé, Sobrado, Cajá, Pilar, Juarez Távora e Campina Grande, como também todas as pessoas que se deslocam em direção à Capital vindas do Curimataú e do Brejo Paraibano.

“Temos uma grande satisfação por sua conclusão, declara o superintendente”, acrescentando que o trecho está todo sinalizado e durante a sua realização “houve a geração de emprego e renda, o que continuará com a expansão de negócios nas margens da rodovia federal, agora que são boas as condições de segurança e de trafegabilidade da estrada”.

Sem colisão frontal – O aumento da segurança das viagens depois da duplicação foi reforçado pelo inspetor Walker Barbosa, da Polícia Rodoviária Federal na Paraíba. Ele disse que a principal evolução proporcionada pela duplicação é a diminuição e praticamente a eliminação das colisões frontais, que normalmente são acidentes muito graves.

“Quando há a colisão frontal, a velocidade dos dois veículos é somada. Os acidentes são gravíssimos e em geral com óbitos. Nas pistas simples, eles correspondem a 1/3 do volume de acidentes. Agora, a pista duplicada tem área de escape grande entre as pistas e tende a diminuir o risco dessas colisões”, explica o inspetor.

Ele disse ainda que os acidentes ocorrem mais por excesso de velocidade ou por saídas de pista, quando acontecem as capotagens, “mas essas situações serão enfrentadas pelo controle efetivo da velocidade com a fiscalização na rodovia”.

Economia e menos riscos – Para o caminhoneiro José Macena Júnior, que tem 14 anos de trabalho no ramo e usa a BR-230 duas vezes por semana, a duplicação foi muito boa para a segurança da viagem, facilitando o trânsito e com ultrapassagens mais tranquilas e redução dos custos de manutenção, seja dos gastos com óleo, pneu ou uso dos freios. “Antes, a velocidade média era de 50 km/h, e agora está em torno dos 80 km/h. Com isso, o tempo de viagem também ficou menor”, observa.

Ele faz transporte de cerâmica da Paraíba para outros estados como caminhoneiro autônomo e constata que a qualidade da pista está muito boa como também a sinalização, o que facilita o tráfego.

Concreto nobre – A qualidade do material usado na obra foi destacada pelo engenheiro do DER, Aluísio Lucena Filho, que trabalha como chefe da Divisão de Construção e Pavimentação, da Diretoria de Obras. Ele disse que foi usado o concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), considerado o mais nobre entre os concretos.

Além disso, foi feito dentro do projeto de duplicação o Viaduto de Oitizeiro, em João Pessoa, uma nova ponte sobre o rio Paraíba, ampliada a ponte antiga e, no processo de construção da via duplicada, o trecho anterior foi recuperado e recapeado.

Outro aspecto relacionado à segurança enfatizado pelo engenheiro foi o cumprimento da norma de segurança do DNIT, que é retirar o fluxo das rodovias de dentro das cidades e, dessa forma, o contorno da cidade de Cajá reduziu enormemente o risco de acidentes, em especial de atropelamentos.

Naná Garcez, da Secom-PB e foto de Cláudio César