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Maranhão determina investigação rigorosa sobre a fuga de detentos

quarta-feira, 24 de março de 2010 - 16:26 - Fotos: 
O Governo do Estado, por medida de praxe e preventiva, afastou toda a diretoria do Presídio de Segurança Máxima, PB-I, localizado na praia de Jacarapé, em João Pessoa. Por volta das 8h desta quarta-feira (24), seis detentos conseguiram fugir e, numa operação que envolveu 80 homens, a Polícia Militar recapturou horas depois quatro dos seis fugitivos. O governador José Maranhão determinou às autoridades policiais o maior rigor possível nas investigações sobre a ocorrência.

Feridos após pularem o muro do PB-I com seis metros de altura, os quatro presos foram atendidos no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, dois deles com fraturas nos pés e um outro submetido a uma cirurgia porque sofreu um grande corte no tórax ao passar pelos arames do muro do presídio.

Inquérito – A Secretaria da Cidadania e Administração Penitenciária (Secap) instaurou inquérito administrativo para apurar as causas da fuga. Já a Secretaria da Segurança e da Defesa Social (SEDS) vai abrir inquérito criminal sobre o caso.

Em entrevista coletiva ao meio dia desta quarta-feira na Secretaria de Comunicação Institucional (Secom) do Governo do Estado, os secretários Carlos Mangueira e o coronel Maurício Souza Lima, respectivamente titular e executivo da Cidadania e Administração Penitenciária; Gustavo Ferraz Gominho (Segurança e Defesa Social) e coronel Wilde Monteiro, comandante geral da Polícia Militar, informaram à imprensa detalhes do ocorrido no presídio PB-I e responderam as perguntas a respeito das providências determinadas pelo governador José Maranhão.

Novos diretores – Os capitães da Polícia Militar Sérvio Túlio e Sérgio Ramalho foram designados para dirigir o presídio em substituição aos diretores afastados João Carlos Alves de Albuquerque, Ednaldo de Oliveira Correia e Edvaldo Soares Gomes. A PM também afastou do presídio os militares que estavam de plantão fazendo a segurança externa do PB-I e abriu inquérito policial militar.

Os fugitivos – Os seis detentos que participaram da fuga são: Rodrigo de Oliveira Minervino, Roosevelt Antonio da Silva, Jodson Rimet Domingos e Niedson da Silva Costa (recapturados), além de Felipe Edvaldo Menezes e Eristênio Gonzaga de Souza, respectivamente conhecidos por ‘Tocha’ e ‘Papel’, que ainda estão foragidos.

Jodson, 32 anos, é natural de Natal (RN); Roosevelt, 33 anos, nasceu em Gurinhém (PB); Rodrigo, 24 anos, é natural de Campina Grande; Felipe, 27 anos, nasceu em Recife (PE); Eristênio, 28 anos, é natural de Assu (RN); Niedson, 21 anos, é de João Pessoa.

Providências – O secretário Gustavo Gominho designou o experiente delegado da Polícia Civil, Antonio Farias, para presidir o inquérito que vai apurar a fuga. Das armas levadas pelos fugitivos, a Polícia Militar já recuperou um fuzil. Uma metralhadora sem munição ainda não foi recuperada.

Os secretários Carlos Mangueira e Gustavo Gominho explicaram que a substituição da diretoria do presídio foi uma medida preventiva de isenção na apuração e acontece em casos de fuga ou rebelião nos presídios. Eles afirmaram que inclusive os diretores colaboraram nas operações de busca e recaptura dos fugitivos.

O secretário Gustavo Gominho afirmou que a fuga é inédita no PB-I e todas as providências estão sendo tomadas para investigar as causas da ocorrência. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Wilde Monteiro, revelou que na procura dos fugitivos todas as modalidades de policiamento estão empenhadas nas diligências: GATE, Choque, Rotam, Polícia Ambiental e Serviço de Inteligência. Os postos da Operação Manzuá estão com vigilância redobrada na expectativa de capturar os dois detentos ainda foragidos.

Josélio Carneiro, com fotos de Walter Rafael e Antonio David, da Secom-PB