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Maranhão assina convênio para elaboração do Atlas Eólico da PB

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 - 20:20 - Fotos: 
A Paraíba entra em uma nova fase que vai viabilizar a implantação de novas usinas eólicas no Estado. Nesta sexta-feira (26), às 17h, em solenidade no Palácio da Redenção, o governador José Maranhão assinará o convênio “Levantamento do Potencial Eólico do estado da Paraíba”, entre a Eletrobrás e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), sendo este o primeiro passo para a elaboração do Atlas Eólico do Estado da Paraíba.

O Atlas Eólico é um importante instrumento para determinar em que regiões do Estado existem viabilidades para instalar uma usina de geração de energia eólica. De acordo com Antonio Marcus Nogueira Lima, Coordenador Administrativo do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, o levantamento do potencial eólico consiste na instalação de torres de medição, dotadas de equipamentos capazes de monitorar diuturnamente amplitude de vento, direção de vento, temperatura e outras variáveis meteorológicas.

Feito isso, estes dados serão armazenados e utilizados para atualizar modelos de previsão de ventos que permitirão estimar as condições de vento nas áreas não monitoradas do Estado da Paraíba. A execução do projeto de elaboração do Atlas será coordenada pelo Professor Dr. Maurício Beltrão de Rossiter Corrêa, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, e composta  por três grupos de pesquisa, sendo dois do Departamento de Engenharia Elétrica e um do Departamento de Ciências Atmosféricas.

Conforme o diretor de Tecnologia da Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras S.A) Ubirajara Rocha Meira, o Atlas Eólico é o principal item para que o Estado participe dos leilões privados de energia eólica, promovido pelo Governo Federal. Ou seja, o estado que não tiver feito o levantamento potencial eólico não poderá participar dos leilões e, consequentemente, não terá usinas eólicas implantadas.    

Segundo ele, anteriormente as usinas eólicas eram implantadas nos Estados através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). O Proinfa definia a implantação dessas empresas nos estados através de estudos feitos através do Atlas Eólico Brasileiro, que já está ultrapassado. “Como o Atlas Eólico Brasileiro já estava ultrapassado, surgiu a necessidade de que cada estado tenha o seu levantamento potencial eólico”, disse.

O convênio “Levantamento do Potencial Eólico do estado da Paraíba” será assinado pelo Governo do Estado, Centrais Elétricas Brasileiras S.A (Eletrobrás), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Universidade Estadual de Campina Grande (UFCG) e a Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Junior (ATECEL).

Objetivos do convênio

Nos objetivos do convênio constam o desenvolvimento de ferramentas de monitoração destinadas a empreendimentos eólicos, através de dispositivos móveis; desenvolvimento de ferramentas que permitam prever a capacidade de geração de um parque eólico; análise do impacto da inserção de aerogeradores no sistema elétrico da Paraíba; desenvolvimento de tecnologias dedicadas ao controle e conexão de aerogeradores ao sistema elétrico, além da elaboração do Atlas Eólico da Paraíba.

Usinas Eólicas da Paraíba

A Fazenda Eólica Millennium é o primeiro parque de geração de energia eólica da Paraíba. O empreendimento é o primeiro do gênero no Brasil instalado pela empresa australiana Pacific Hydro. A energia produzida complementa a demanda na região de Mataraca e tem capacidade para atender 40 mil residências e evitar a emissão de 30 mil toneladas de gases poluentes. A usina de energia eólica Vale dos Ventos, com 60 aerogeradores, está em fase final de implantação, mas já produz energia. Sua capacidade é de 45 megawatts.

Os dois empreendimentos estão implantados na praia Barra de Camaratuba (PB), divisa com Baía Formosa (RN). A energia produzida é adquirida pela Eletrobrás, que redistribui com municípios através de convênios com a Energisa. Os aerogerados têm vida útil de 50 anos e com 25 anos de uso serão submetidos a uma reavaliação e manutenção geral. As torres de concreto, instaladas a 200 metros de distância uma da outra, têm 80 metros de altura e hélice de fibra e metal com 48 metros de diâmetro e base com 20×30 metros.

Vantagens da energia eólica

É uma energia limpa que não gera resíduos e cujo impacto ambiental é relativamente baixo; é inesgotável; não emite gases poluentes nem gera resíduos e diminui a emissão de gases de efeito de estufa (GEE).

Vantagens para a comunidade

Os parque eólicos são compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado; criação de emprego; geração de investimento em zonas desfavorecidas e benefícios financeiros (proprietários).

Vantagens para o estado

Reduz a elevada dependência energética do exterior; poupança devido à menor aquisição de direitos de emissão de CO2 por cumprir o protocolo de Quioto e diretivas comunitárias e menores penalizações por não cumprir; possível contribuição de cota de GEE para outros setores da atividade econômica; é uma das fontes mais baratas de energia podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais.

Vantagens para os promotores

Requer escassa manutenção (semestral) e uma rentabilidade do investimento.

Teresa Duarte, da Secom-PB