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Manejo clínico de arboviroses em Patos reúne mais de 100  profissionais de saúde

quinta-feira, 9 de março de 2017 - 18:38 - Fotos:  Divulgação

Profissionais de saúde de 48 municípios que compõem a 3ª Macrorregião de saúde do Estado da Paraíba (Patos, Piancó e Princesa Isabel) participaram, na manhã desta quinta-feira (9), de mais um manejo clínico das doenças causadas pelo Aedes aegypti.

A capacitação, que contou com a presença de quase 180 médicos, enfermeiros e coordenadores de epidemiologia da atenção básica, foi promovida pela Secretaria de Estado da Saúde, com apoio da 6ª Gerência de Saúde, tendo como local o auditório do Sebrae, no Rodoshopping de Patos.

 atualização foi conduzida pela equipe técnica da SES, a médica infectologista Ana Campanile, Fernanda Vieira, de agravos das doenças causadas pelo mosquito Aedes, e Maria Isabel Sarmento, gerente operacional de Vigilância Epidemiológica.

Isabel Sarmento explicou que ao longo dos anos o Governo do Estado vem realizando essa qualificação, por entender que os profissionais precisam estar atualizados para melhor assistir os pacientes vítimas da dengue, chikungunya e zika. E falou da importância do diagnóstico precoce das doenças, a fim de evitar que o paciente venha a óbito.

A gerente operacional de Vigilância Epidemiológica destacou o crescimento da chikungunya na Paraíba, que ano passado fez 34 óbitos, enquanto outras sete pessoas morreram por dengue. “A dengue não deixa de ser forte, mas a gente vem fortalecer junto aos profissionais de saúde quanto é importante o manejo desses pacientes com suspeita de chikungunya”, acrescentou Isabel.
Após o encontro, os participantes voltam a seus municípios para ser multiplicadores junto aos seus colegas das informações recebidas, a fim de oferecer melhor assistência à população, que terá, desde a notificação, além de tratamento mais adequado, ações de vigilância epidemiológica, ambiental, com controle do vetor.

O Governo do Estado vem intensificando a mobilização contra o Aedes. Em 2 de dezembro do ano passado, municípios de toda a Paraíba foram conclamados a discutirem a problemática das arboviroses e alinhar ações de combate ao mosquito. No mês passado, numa parceria com o CRM, foi feito manejo clínico com médicos clínicos e infectologistas da rede hospitalar de João Pessoa, em torno da chikungunya, com presença de palestrante do Ministério da Saúde, que trouxe à Paraíba experiências de outros estados, de como a doença vem se comportando no resto do País.

O manejo clínico tem sido aprovado pelos profissionais de saúde. O médico clínico Geraldo Fernando, que atua no Hospital Regional de Patos Deputado Janduhy Carneiro, elogia a proposta da Secretaria de Estado da Saúde. “É um momento importante em que podemos fazer troca de experiências, uma releitura, atualizar conhecimentos, especialmente nesse período de chuvas em nossa região, onde aumenta de forma considerável a infestação pelo Aedes”, destacou.

José Leudo de Farias, gerente da 6ª Regional de Saúde, diz que oferecer novas técnicas, novos tratamentos para os casos das doenças provocadas pelo Aedes é essencial para os profissionais que trabalham na linha de frente. Enfatizou que os apoiadores municipais têm intensificado o acompanhamento das ações de todas as localidades, e que há hipoclorito de Sódio em estoque para atender as necessidades da região. “Muito importante também o alinhamento de ações dos municípios, onde às vezes um está com melhores atividades que outro e nessa troca de experiências se ajudam mais”, disse Leudo.

O crescimento nos índices de infestação predial do mosquito Aedes aegypti na regional Patos tem causado preocupação e intensificação das visitas prediais, especialmente porque começaram as chuvas e a falta de cuidados da população contribui para a multiplicação dos focos. Pelo último LIA/Liraa, vários municípios apresentaram alto risco de infestação, a exemplo de Várzea, do Vale do Sabugi, com 13,3%; Malta 8,8; Matureia 8,5 e Emas 8,2.

Em sua fala, a infectologista Ana Campanile apresentou um breve histórico sobre o mosquito Aedes aegypti, suas origens, as medidas de seu controle (químico, biológico e mecânico); impacto ambiental e social; sintomatologia; diagnóstico laboratorial e tratamento, dentre outras peculiaridades que envolvem esse temido mosquito.