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2 de fevereiro de 2015

Mais municípios paraibanos fazem levantamento de infestação por mosquito transmissor da dengue



Em janeiro deste ano, 215 municípios encaminharam o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), também conhecido como levantamento de infestação predial à Secretaria de Estado da Saúde (SES).  De acordo com os dados da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental da SES, isso representa 13% a mais que em 2014, quando os dados foram enviados por 190 municípios. Este ano a SES prorrogou o prazo para o repasse do levantamento  até o último dia 30. O levantamento é fundamental para orientar as ações de controle e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Todos os 223 municípios paraibanos devem realizar, anualmente, quatro ciclos de LIRAa ou LIA (este último para municípios abaixo de 2.000 imóveis), nos meses de janeiro, março, julho e outubro. Os domicílios, onde ocorrerá o levantamento, são escolhidos por sorteio eletrônico. As larvas encontradas são enviadas para os laboratórios existentes nas 12 Gerências Regionais de Saúde, onde é feita identificação se as larvas são do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e da chikungunya. O próximo levantamento está previsto para a primeira semana do mês de março, com as informações preliminares sendo levantadas logo após o carnaval.

A partir do levantamento, é feita a classificação de risco, proposta pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Controle da Dengue: abaixo de 1% da quantidade de imóveis com larvas, é considerado satisfatório; entre 1% e 3,9%, em alerta; e acima de 3,9%, em risco. Dos 215 municípios que enviaram os dados em janeiro deste ano, 54 estão em situação satisfatória; 104 em alerta e 57 em risco para a dengue e febre da chikungunya.

Dos 57 municípios em situação de risco, sete são sedes de Gerências Regionais de Saúde (Campina Grande; Patos; Cajazeiras; Sousa; Monteiro; Catolé do Rocha e Itabaiana). “Como as duas doenças têm comportamento preferencialmente urbano, onde há maior concentração de pessoas, consequentemente nessas áreas há maior facilidade para a propagação”, explicou a gerente executiva de Vigilância em Saúde, da SES, Renata Nóbrega.