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Mais de 84% da população do Estado utilizam o documento, segundo a Secretaria da Saúde

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 - 15:08 - Fotos: 
Na Paraíba, 3.184.871 dos 3.769.977 habitantes (população estimada pelo IBGE para este ano) têm o Cartão Nacional de Saúde ou ‘Cartão SUS’, o que corresponde a 84,47% do total de pessoas residentes no Estado. O levantamento é do Centro Estratégico de Informação da Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Ceis/SES).

O cadastro foi iniciado em fevereiro de 2001 e tem como principal objetivo facilitar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Cartão Nacional de Saúde é hoje o principal documento para o cidadão brasileiro ter acesso aos serviços oferecidos pelo SUS”, explicou Ana Lúcia Sousa, chefe do Ceis.

Quem ainda não tem o cartão pode procurar a Secretaria de Saúde do seu município. Se por acaso o cidadão tirou o documento e perdeu, pode requerer uma segunda via e receberá um novo cartão com a mesma numeração. A Secretaria de Estado da Saúde coordena o processo de cadastramento do cartão, treina os profissionais e tira dúvidas sobre o cadastro.

Já os municípios são responsáveis pela execução do cadastramento e pela entrega dos documentos aos usuários cadastrados. Ana Lúcia Sousa destacou que todo cidadão brasileiro tem direito ao cartão do SUS, mesmo aquele que tem plano de saúde.

De acordo com a chefe do Centro Estratégico de Informação, os usuários de planos de saúde quando procuram atendimento médico e a assistência privada não cobre (isso ocorre, por exemplo, na cobertura de procedimentos de alta complexidade, como transplantes), recorrem ao SUS, mas, para serem atendidos, precisam ter o Cartão Nacional de Saúde. Por isso, é importante todo cidadão ter o seu documento.

Como se cadastrar – Para tirar o cartão, a pessoa precisa se dirigir à Secretaria de Saúde do seu município, munido dos seus documentos pessoais. Ao fazer o cadastro, ela automaticamente recebe o documento. Com o cartão, o usuário tem direito ao atendimento desde a atenção básica até os casos de média e alta complexidade, a exemplo dos exames de tomografia, ressonância magnética, ultra-sonografia, cirurgias eletivas, dentre outros procedimentos.

Ana Lúcia deixa claro que a portabilidade do cartão garante o atendimento no município do usuário e em outros municípios que tenham pactuação entre si. Ela explica que para a pessoa que muda de domicílio, a numeração do cartão permanece a mesma, devendo o usuário comparecer a Secretaria de Saúde do município onde está morando apenas para atualizar o endereço.

Ela afirma que é importante que a pessoa esteja sempre com o cartão em mãos na hora em que for procurar um serviço de saúde. “Essa medida é para facilitar o atendimento e a identificação do usuário, pois com isso o Ministério da Saúde quer saber exatamente quem foi atendido, quem atendeu, onde foi atendido e qual foi o procedimento realizado”, justificou Ana Lúcia.

Banco de dados – O cadastro no Cartão SUS permite ainda a construção de um banco de dados para diagnóstico, avaliação, planejamento e programação das ações de saúde. A realização de um cadastramento domiciliar de base nacional, aliado à possibilidade de manutenção dessa base cadastral atualizada, pode permitir aos gestores do SUS a construção de políticas sociais integradas e intersetoriais, nos diversos níveis do governo.

A dona-de-casa Maria das Graças Serafim de Santana, 26 anos, moradora do bairro Jardim Veneza, mãe de duas crianças, conta que tirou o cartão quando engravidou do primeiro filho, há dois anos, e precisou fazer uma consulta ginecológica. “Como já sabia da importância desse documento, assim que meus filhos nasceram, providenciei logo os cartões deles”, afirmou.

O pedreiro José Carlos de Araújo, 37 anos, contou que ele a esposa e os três filhos têm o Cartão SUS. “É o principal documento para quem procura os serviços de saúde, como eu, que levo sempre meus filhos ao médico”, justifica.

A necessidade de fazer exames preventivos também levou a estudante Amanda Karoliny Gomes Ferreira, 22 anos, que mora em Mangabeira, a tirar o cartão. “Por iniciativa própria, a cada seis meses faço vários exames como forma de prevenção e todas as vezes que procuro o médico preciso apresentar o Cartão SUS, tanto no atendimento, quanto na realização dos exames”, disse.
 

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB