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Levantamento mostra que 773 casos da doença já foram detectados na Paraíba

segunda-feira, 16 de novembro de 2009 - 15:31 - Fotos: 
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), mostram que de janeiro deste ano até a primeira quinzena de novembro, foram notificados 773 casos novos casos de tuberculose no Estado.

As informações do Sinan apontam que metade dos 223 municípios paraibanos possui registro da doença. Como muitos deles não fazem a busca ativa, estima-se que o número seja maior. Na próxima terça-feira (17), Dia Nacional de Combate à Tuberculose, o Hospital Clementino Fraga, referência para o tratamento da doença no Estado, realiza uma palestra, às 9h, sobre o assunto.

Segundo Mauricélia Holmes, técnica do Núcleo de Doenças Endêmicas da Gerência Operacional de Vigilância Epidemiológica da SES, nem todos os municípios possuem laboratórios para fazer a baciloscopia de escarro, exame que confirma se o paciente tem ou não a tuberculose. “Alguns têm os equipamentos, mas não têm os profissionais habilitados.

A SES realiza capacitações constantemente. O problema é que existe uma grande rotatividade de pessoal. Isso faz com que os pacientes migrem para outras cidades que realizam o exame e, às vezes, nem o município de origem do paciente nem o que realizou a baciloscopia faz a notificação, gerando uma subnotificação dos casos, que atrapalha a programação da distribuição de medicamentos e as campanhas de prevenção e combate a doença”, explicou.

João Pessoa lidera casos – Dos 111 municípios do Estado com notificação da doença, João Pessoa está em primeiro lugar com 287 casos. Campina Grande aparece em seguida com 64 casos e Bayeux apresenta 40. Ano passado, foram notificados 1.135 novos casos. Desse total, 980 constam como encerrados no Sinan, sendo que 453 tiveram cura (48.9%), 100 pessoas abandonaram o tratamento (10.6%) e 26 (2.6%) morreram.  Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o 18º país do mundo em número de casos novos de tuberculose, que atinge mais adultos na faixa etária de 20 a 45 anos.

A doença se dissemina através de gotículas no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram, falam ou cantam. Os principais sintomas são tosse por mais de 15 dias, febre (geralmente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço. O tratamento é feito à base de antibióticos específicos e dura, aproximadamente, seis meses. As medicações são distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

Assessoria de Imprensa da SES-PB