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Leptospirose é tema de palestra para profissionais de saúde no Clementino Fraga

quarta-feira, 25 de maio de 2011 - 16:36 - Fotos: 

O Complexo Hospitalar Clementino Fraga realiza nesta quinta-feira (26) uma palestra sobre Leptospirose para os profissionais de saúde da unidade. A palestra está marcada para as 15h, no auditório do Complexo, e será proferida pela médica Francisca Maria Luís.

A diretora geral do Hospital, Adriana Melo Teixeira, explicou que o objetivo da palestra é mostrar e capacitar os profissionais e estudantes da área de saúde a melhor diagnosticar os sintomas da Leptospirose. “Promover esse tipo de capacitação é uma preocupação deste Complexo Hospitalar, que também está preparado para receber os pacientes que venham apresentar esta patologia”, disse a diretora.

Ela afirmou que a pretensão da diretoria é capacitar o maior número de profissionais e estudantes no manejo do paciente, no reconhecimento da doença através dos sintomas, aumentando as chances de cura. “A preocupação em se fazer esse tipo de capacitação é uma medida preventiva, pois neste período de chuvas, o índice de contágio aumenta consideravelmente” justificou Adriana Melo.

Leptospirose – Doença infecciosa, zoonose causada por uma série de bactérias de aspecto muito peculiar lembrando um saca-rolha, chamado leptospira. A forma mais grave da doença e com mais alta mortalidade é associada ao Leptospira Icterohaemorrhagiae, chamada, com mais propriedade, doença de Weil.

A infecção humana, na maioria das vezes, está associada ao contato com água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais portadores do leptospira. As bactérias são ingeridas ou entram em contato com a mucosa ou pele que apresentem solução de continuidade. Os animais classicamente lembrados são os roedores, mas bovinos, equinos, suínos, cães, e vários animais selvagens são responsabilizados pela difusão da doença. A contaminação entre pessoas doentes é rara.

A doença é classicamente descrita como se mostrando em duas fases distintas. Após um período médio de duas semanas desde a contaminação surgem os primeiros sintomas (incubação) febre, calafrio, conjuntivite, dor nos músculos (mialgia), fotofobia (incômodo na presença da luz), dor de garganta e gânglios no pescoço, que permanecem por 3 a 7 dias.

Quando parece que está chegando a cura, recrudescem as queixas. A piora é secundária à disseminação da doença, agora com envolvimento de vários órgãos e do sistema vascular. Surgem novos e importantes sintomas, como icterícia (amarelão) e hemorragia. No maior número de casos a doença é autolimitada, persistindo por 1 a 3 semanas. A moléstia pode ser mortal em 5 a 20% dos casos principalmente em idosos. A morte se dá frequentemente por insuficiência renal.