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11 de março de 2015

Lançamento da exposição Elas e do Cordel Maria Sempre Bonita será nesta sexta-feira



A exposição especial “Elas – Memórias e Conquistas” e o lançamento do Cordel Maria Sempre Bonita, de Jairo Mozart, acontecem nesta sexta-feira, às 19h, na Estação das Artes, na Estação Ciência, em João Pessoa. A exposição é promovida por A União Superintendência de Imprensa e Editora em homenagem à mulher brasileira e a entrada é gratuita.

No primeiro dia da exposição, será lançado o cordel Maria Sempre Bonita, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. Entre os textos de jornais considerados raridades, constarão relíquias fotográficas diversas de personalidades femininas históricas.

Os visitantes poderão tirar fotos cercados de personagens famosas, que marcam a história com os seus feitos positivos, como Zabé da Loca, a septuagenária de Monteiro, que encanta o Brasil ao se apresentar em público com a sua bandinha de pífanos primitivos.

Segundo Pétala Pontual, assessora de marketing de A União, o acervo do jornal conta muitas narrativas valorizando a ascensão da mulher em nível de Brasil e do mundo. “Daí a necessidade desta exposição, que significa uma verdadeira radiografia da evolução profissional feminina através dos tempos”, disse.

A exposição englobará, entre outras coisas, uma seleção de páginas do jornal A União, onde constam reportagens, artigos e notícias sobre a atuação da mulher na história da Paraíba, do Brasil e do mundo. Nestas páginas estão inseridas reportagens sobre movimentos feministas, os direitos sociais ampliados da mulher, o perfil da mulher no trabalho e suas principais conquistas, destacando a moda da década de 1970, quando a estilista inglesa Mary Quant lançou a minissaia, num país tradicionalmente machista e conservador. Kay France, a paraibana de nome inglês, que foi a primeira brasileira a atravessar, a nado, o Canal da Mancha, terá seu lugar reservado no evento.

A mostra sobre a mulher também exporá curiosidades, como textos e fotos sobre a primeira mulher a dirigir ônibus no Brasil, justamente uma gaúcha do interior, que nasceu e cresceu num ambiente machista. As poesias de Violeta Formiga, assassinada pelo marido em 1982, e o papel da atuante Margarida Maria Alves, em favor do operariado das usinas, morta na década de 1980, por pistoleiros financiados pelo latifúndio.

A União reúne essas preciosidades não apenas na exposição, mas ao longo de sua história de 122 anos de existência, que lhe valeu a conquista do título de o jornal mais antigo do Estado e o terceiro a ser fundado no Brasil. Um episódio extra, que chamará a atenção do público visitante da exposição, retroage ao ano de 1970, em que as mulheres conseguiram que as alunas do então Colégio Lins de Vasconcelos pudessem usar calças compridas como complemento da farda, em vez das superadas saias plissadas. Paralelamente, enfoca o dia 8 de março de 1987, quando foi criada a Delegacia da Mulher, no governo de Tarcísio de Miranda Burity. Convém falar no enfoque ao artigo revolucionário sobre os direitos da mulher, publicado em A União, no dia 28 de janeiro de 1979, por Maria Carolina Falconi.