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11 de maio de 2017

Lacen qualifica profissionais para melhoria e agilidade do teste do pezinho



A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), realizou na manhã desta quinta-feira (11) uma oficina para melhoria da qualidade das amostras biológicas enviadas para a realização do teste do pezinho. O evento ocorreu no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-RH), em João Pessoa, e contou com a participação de profissionais dos municípios da 1ª e 12ª Gerência Regional de Saúde.

Entre os profissionais dos municípios, estavam os responsáveis pela sala de coleta, técnicos da atenção básica e vigilância epidemiológica, além dos apoiadores das gerências. Eles receberam orientações e debateram sobre as melhores condições para realização da coleta dos exames.

“Os municípios que têm salas de coleta enviam as amostras para o Lacen. No Laboratório é feita uma seleção que analisa se o material está ou não adequado. A oficina tem o objetivo de instruir os profissionais, de maneira que eles reforcem o cuidado, desde o acondicionamento e transporte das amostras, para que o resultado do exame saia com rapidez e sem a necessidade de uma nova coleta”, explicou a diretora técnica do Lacen, Lúcia Cristina.

Lúcia informou ainda que, chegando ao Lacen, a amostra inadequada é notificada como não-conformidade externa, então é feito imediatamente o contato com os familiares da criança e posto de coleta para que seja feita uma nova coleta. “É uma situação delicada, tanto para as crianças quanto para os seus responsáveis, ter que refazer o exame por causa de uma coleta errada, um acondicionamento ou transporte inadequado. Essa qualificação vem combater os erros, trazendo mais segurança e conforto para a população.”, disse a diretora técnica do Lacen.

A qualificação foi desenvolvida pelos técnicos (farmacêuticos e bioquímicos) do Lacen. Durante a explanação, foram elencadas as principais causas de não-conformidade nas amostras para o teste do pezinho: amostra insuficiente; amostra ressecada; amostra diluída; amostra molhada; amostra riscada; amostra contaminada; requisição sem amostra; coleta precoce; coleta precoce após transfusão sanguínea; entre outras.

“As mais comuns são as amostras insuficientes e aquelas consideradas precoces. O ideal é que a coleta seja feita no terceiro dia de vida da criança e os detalhes, neste caso, fazem a diferença no resultado preciso do exame. Nossa intenção é treinar, qualificar, orientar e observar o que está sendo feito em cada município, para, assim, trazer o melhor serviço para os usuários”, comentou a técnica da triagem neonatal do Lacen, Daniella Costa.

De acordo com a técnica do Núcleo de Saúde da Criança da SES, Conceição Araújo, o Ministério da Saúde recomenda que todo município tenha pelo menos uma sala de coleta nas unidades de Atenção Básica, que ficam mais próximas da família.  “Essa ampliação da quantidade de salas de coleta no Estado é muito importante para que as crianças não fiquem sem fazer o teste. Os municípios que têm interesse podem entrar em contato com a área técnica da Saúde da Criança na SES através do telefone (83) 3218-7344 ou pelo e-mail criancaadolescente@hotmail.com”, destacou.

Informatização – Paralelo à oficina, o Lacen promoveu outra qualificação no auditório do DataSus, no centro de João Pessoa, para os apoiadores e digitadores dos postos de coleta das Gerências Regionais de Saúde. A qualificação começou na terça-feira (9) e as atividades foram finalizadas nesta quinta-feira (11).

“Os resultados dos exames de teste do pezinho são, atualmente, encaminhados pelos Correios. A intenção desta qualificação é que, em breve, todo o sistema seja informatizado e, desta forma, os resultados sejam encaminhados e acessados via online”, explicou a diretora técnica do Lacen, Lúcia Cristina.

Teste do Pezinho – É feito uma única vez, após 48 horas do nascimento do bebê e até o quinto dia de vida (preferencialmente no terceiro dia). O exame é essencial para o desenvolvimento da saúde do bebê, pois detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.