Fale Conosco

20 de março de 2012

Lacen promove oficina para avaliar laboratórios no diagnóstico da tuberculose



A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), promove, durante todo o dia desta terça-feira (20), a Oficina para Avaliação da Rede de Laboratórios no Diagnóstico da Tuberculose, destinada a representantes dos laboratórios e da Vigilância Epidemiológica da 1ª Gerência Regional de Saúde (GRS). O evento acontece no auditório do Cefor, em João Pessoa.

A oficina contempla 25 municípios da 1ª GRS: Alhandra, Bayeux, Baía da Traição, Caaporã, Cabedelo, Capim, Conde, Cruz do Espírito Santo, Cuité de Mamanguape, Curral de Cima, Itapororoca, Jacaraú, João Pessoa, Lucena, Mari, Mamanguape, Marcação, Mataraca, Pedro Régis, Pitimbu, Riachão do Poço, Rio Tinto, Sapé, Santa Rita e Sobrado.

A intenção do Lacen é promover oficinas semelhantes nas 12 Gerências Regionais de Saúde, envolvendo todos os 223 municípios paraibanos. “Com isso, pretendemos fortalecer o diagnóstico da tuberculose”, disse a diretora geral do Lacen, Marta Rejane Lemos Felinto.

Atualmente, em todo Estado, existem 105 laboratórios, entre públicos e privados, que fazem a baciloscopia, exame que detecta o bacilo de Koch, bactéria que provoca a maioria dos casos de tuberculose. Todos eles são coordenados pelo Lacen, que tem como uma de suas funções avaliar se a baciloscopia está atingindo o parâmetro de qualidade.

Segundo a bioquímica do Lacen e instrutora da oficina, Lúcia Cristina, em 2011, foram realizados apenas 14.509 exames, quando a quantidade prevista era de 84.372. “Com esta oficina, pretendemos saber o que houve e, a partir disso, programar ações educativas, a exemplo da qualificação dos profissionais destes laboratórios”, informou.

A bioquímica destacou ainda a importância da presença dos profissionais de saúde da Atenção Básica, que realizam o primeiro atendimento. Ela explicou que o procedimento para a pessoa que apresenta tosse por três semanas seguidas é procurar as Unidades de Saúde da Família, de onde deverão ser encaminhadas para a realização do exame. “Se ela tiver com a doença e não houver logo o encaminhamento, outras pessoas serão infectadas. Portanto, com o diagnóstico feito logo no início da doença, é quebrada a cadeia de transmissão, diminuindo o número de casos da doença”, esclareceu.